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Problema resolvido

O encontro do senador Magno Malta em Brasília, nessa quarta-feira (28), com lideranças do PR, para ratificar a manutenção de sua candidatura a presidente, pelo menos até a convenção nacional do partido, em 22 de junho, alivia o cenário para o lado do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Isso porque, até lá, ele tem tempo para consolidar a ida do partido para seu palanque, evitando um confronto com o senador.
 
Os sinais que Magno Malta manda para o mercado capixaba são de que está fora da sucessão estadual. Há um movimento do ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT) para levá-lo para o palanque de Hartung. Mesmo sendo insólita, a aliança estaria costurada, garantindo o fortalecimento de Hartung com mais um partido na base e o enfraquecimento de Casagrande, porque tira um partido de médio porte de seu grupo e, principalmente, tira a ameaça de ter Magno Malta como concorrente. 
 
Nos meios políticos, diante de tantas incertezas, de uma coisa o mercado não duvida. A candidatura de Hartung não resistiria a um enfrentamento com Malta. Enfrentar Renato Casagrande, com a máquina na mão e um palanque abarrotado de partidos, é um risco para Hartung, mas enfrentar a oposição agressiva de Magno Malta poderia causar danos à sua imagem que Casagrande não teria condições de fazer. 
 
Desde que assumiu o governo em 2011, Casagrande tem pago as contas do ex-governador. Muitos dos problemas nas áreas sociais são oriundos da falta de políticas públicas do governo passado, mas o governador mantém o silêncio sobre seu antecessor e, pior, mantém aliados do governo Hartung em sua estrutura, que colocam os problemas no presente e compartilham os avanços com o governo Hartung.
 
Mas, pelo jeito, a campanha ficará mesmo na comparação entre os oito anos de Hartung e os quatro de Casagrande, sem que nenhum dos dois palanques seja atacado de forma direta e firme. Enquanto isso, Malta sonha com a Presidência da República.
 
Fragmentos:
 
1 – No dia 10 de junho, além do início das convenções partidárias, começa a convocação para os mesários da eleição deste ano. A publicação das listas de convocados vai até dia 6 de agosto. 
 
2 – Das 300 pesquisas registradas até esta quarta-feira (28), seis são no Estado e uma constatação persiste: é preciso mudar a lógica dos levantamentos e a fiscalização nos campos de pesquisa. Só registrar não adianta muito. 
 
3 – A tendência nos meios políticos, depois da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é manter o desenho das chapas proporcionais e fazer com que os partidos diminuam o número de candidatos. 

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