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Os holofotes do debate de 2018 no Estado estão voltados para os movimentos do governador Paulo Hartung (PMDB), da senadora Rose de Freitas (PMDB) e do ex-governador Renato Casagrande (PSB). Em outro patamar também tem dividido as atenções as brigas internas do PSDB capixaba. Mas uma liderança que prometia ser a grande estrela das articulações para o próximo ano parece ter pisado no freio. 
 
O deputado estadual Amaro Neto, em agosto, foi lançado como “candidato” da Assembleia para a disputa ao Senado. Ele recebeu das mãos do presidente do SD, Carlos Manato, a chave do partido para negociar a majoritária como bem entendesse. Passados quase três messes desse movimento, o deputado segue quietinho, quase sumido.
 
Não que esteja errado. Em se tratando de movimento político, quanto menos se expor melhor. Mas alguns questionamentos são levantados sobre essa sua estratégia. Estaria o deputado tentando se livrar do rótulo de candidato da Assembleia? Esse questionamento vem à cabeça porque a ideia de circular pelas bases dos deputados construindo um projeto para 2018 naufragou. 
 
Como os deputados estão em desgaste político e Amaro ainda conta com o prestígio da imagem de apresentador, talvez seja melhor evitar a parceria. Outro ponto é sobre a antecipação do movimento. Como a ação dos deputados de “lançar” Amaro causou reação nos meios políticos, sobretudo dos senadores que vão disputar a reeleição, caso de Ricardo Ferraço (PSDB) e Magno Malta (PR), o deputado pode ter achado mais estratégico não pôr a cabeça para fora.
 
O que também surge no horizonte é a possibilidade de o deputado simplesmente não disputar o Senado e buscar outra acomodação, como a vice, como ele mesmo sinalizou recentemente em entrevista ao ES Hoje. O fato é que independentemente de quando vai se posicionar e como vai se posicionar, Amaro continua sendo uma liderança forte que pode agregar em qualquer palanque, embora sua taxa de transferência de votos seja uma incógnita. 
 
Fragmentos:
 
1 – Na sessão desta quarta-feira (1) na Assembleia, o líder do governo Rodrigo Coelho (PDT) em outras palavras deu a entender que o Palácio Anchieta opina e interfere até nas alterações do Regimento Interno da Casa. Mentira não é, mas precisa expor?
 
2 – “O PLC tem viés intervencionista em atividade privada. Não estamos tratando de concessão pública, não devemos ultrapassar o limite do bom senso. Não afastemos a capacidade empreendedora e a liberdade das pessoas decidirem, de fazer suas escolhas”, disse  o senador Ricardo Ferraço (PSDB) sobre o projeto de regulamentação do Uber. 

 

3 – Os meios políticos da Serra questionam se o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (REDE) vai seguir o caminho de Paulo Hartung e vetar o projeto de censura à arte que tramita na Câmara do Município e deve ser aprovado pelos vereadores. 

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