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O governador Paulo Hartung, que virou uma figura de relativa expressão no cenário nacional como exemplo de gestão, é o mesmo que está no Estado exercendo uma prática política retrógrada, utilizando-se de recursos do antigo “compadrio” do toma lá, dá cá. 
 
Para enxergá-lo melhor, voltemos à sua chegada ao governo neste terceiro mandato, acusando o seu antecessor, Renato Casagrande (PSB), de ter quebrado o Estado, exibindo-o como um governante irresponsável, o que exigiria dele, PH, tomada de posições duríssimas para equilibrar as finanças. O que dura até hoje, porque o próprio Casagrande, em vez de vestir a indumentária de combatente, preferiu a veste de réu. 
 
Isso resultou na paralisação geral do Estado, para que Hartung pudesse executar seu plano fiscal, que exibiu com absoluto sucesso pelo país afora, em uma conjuntura muito favorável, já que muitos estados encontravam-se quebrados. No Espírito Santo, então, o cenário foi de funcionários sem reajustes, prefeituras sem dinheiro. Tudo amarrado. Nada acontecendo, a não ser o discurso da irresponsabilidade governamental do seu antecessor. O Estado parou.
 
Agora, com a proximidade da abertura do processo eleitoral, PH jorra dinheiro por todos os lados. E é muito dinheiro. Encharca a imprensa nacional e local de grana, financia obras em regiões capazes de dar retorno eleitoral, dá dinheiro para igrejas, tudo com o intuito de permanecer como donatário do Estado e zelador do modelo que fez dele uma figura nacional. 
 
Esta grana apareceu de última hora?  Parece que não. Ele guardou o dinheiro que Casagrande deixou, para usar na hora certa. Para ser beneficiado por ele. 
 
Aliás, quem tem o Casagrande como adversário, é um político de sorte. E olhe que Casagrande é presidente da Fundação Mangabeira, instituto do PSB, o que lhe dá visibilidade e poder de fogo.  Tem atuação nacional, mas não aparece nunca. 
 
Falta, no entanto, registrar que este período em que PH fechou as torneiras, trouxe para ele desprestígio junto aos que foram atingidos, como os funcionários públicos, para ficar apenas em um exemplo importante. Encontra-se, então, em uma situação temerária para disputar uma eleição que dependa dos votos dos capixabas. 
 
Aí, meu amigo, como o quadro aqui ainda não se distendeu, PH se encontra sem condições de escolher o que vai disputar: Senado ou governo. Precisa reconquistar o povo capixaba e consolidar a imagem de fora em nível local. Infelizmente, para isso, vem praticando a máxima da velha política clientelista brasileira: é dando que se recebe. 
 

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