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Pros e contras

Diz o ditado que passarinho que acorda cedo bebe água limpa. Esse parece ser o norteador do grupo de 19 deputados estaduais ao lançar o nome de Amaro Neto (SD) como um possível candidato ao Senado. Uma ação que para o bem ou para o mal está mexendo com o cenário político de 2018, com mais de um ano de antecedência. 
 
Pelo lado bom, os deputados saem na frente, colocam um nome em condição de conquistar um assento à mesa de negociação para a acomodação dos cargos na disputa do ano que vem. Também garante a criação da “caravana do Amaro”, com os deputados circulando o Estado com ele, discutindo o processo e tentando angariar prestígio político para suas reeleições. 
 
O lado ruim é que temos um ano de ataques pela frente. Os senadores que disputam a reeleição já mostraram que não vão deixar isso barato. Um ano de fogo cruzado pode afetar a popularidade de Amaro Neto. Neste sentido, o balão do deputado pode ter ido alto demais e a queda pode ser dura. 
 
Amaro tem um ano pela frente, para transformar o movimento em um projeto palpável, driblando os tiros que vêm do lado de Ricardo Ferraço (PSDB) e Magno Malta (PR). Chegar ao processo eleitoral com esse projeto formatado e o prestígio eleitoral intacto são tarefas que podem transformar Amaro de um fenômeno midiático a um político com estofo para uma disputa majoritária que deve atrair todos os holofotes da eleição do próximo ano. 
 
O deputado, porém, vai ter de mudar bastante sua estratégia política. Não dá para sustentar esse projeto apenas com a imagem do programa de TV. Até porque seu campo político vai estar bem congestionado, e congestionado com lideranças políticas experimentadas nesse tipo de disputa. A eleição ao Senado é bem diferente dos pleitos de deputado estadual e de prefeito. 
 
Será preciso uma mudança de mentalidade e um movimento político muito forte em que ele se torne protagonista e não apenas o instrumento de um grupo. Tempo para isso ele tem, como vai mudar o jogo é que veremos. 
 
Fragmentos:
 
1 – As eleições de bairro continuam a todo vapor no município da Serra, sendo acompanhados de perto pelas principais forças políticas do município. Neste fim de semana, houve votação nos bairros Taquarta II e Caçaroca.
 
2 – Com o retorno de Max da Mata (PDT) à Câmara de Vitória, após deixar a Secretaria de Esportes do Estado, o prefeito Luciano Rezende (PPS) ganha mais um opositor no legislativo municipal. Papel que vem sendo desempenhado solitariamente pelo vereador Roberto Martins (PTB). E Max está afiado. 
 
3 – O ex-prefeito de Linhares, Nozinho Correa, foi submetido recentemente a um transplante de rim em São Paulo. Segundo o Site de Linhares, o ex-chefe do Executivo municipal está se recuperando no hospital. A deficiência nos rins foi descoberta quanto Nozinho ainda era prefeito da cidade (2013 – 2016). Ele chegou a ficar vários dias internado no Hospital Rio Doce, na época. O órgão foi doado por uma sobrinha de Nozinho.

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