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PT à deriva

O PT estadual se reúne no próximo sábado (28) para discutir conjuntura política. O clima no encontro não deve ser dos melhores. A situação do governo federal atinge a sigla no Estado e coloca o PT em um momento bem delicado de sua história no Espírito Santo. 
 
Deixando de lado a história da Lava Jato e as críticas nas quais está mergulhada a presidente Dilma Rousseff, o PT capixaba tem seus próprios problemas para resolver e o futuro não é animador. O PT hoje tem seis prefeituras, duas, porém, são mais importantes: Cachoeiro de Itapemirim e Colatina. 
 
No próximo ano os dois prefeitos estão de saída e não há um clima favorável para que eles elejam seus sucessores. Em Vitória, a principal disputa de 2016, o ex-prefeito João Coser tinha pretensões. Mas a derrota para o Senado e a crise em uma cidade bem conservadora ajudam a criar um clima nada favorável ao petista. 
 
A segunda pasta que o governo do Estado criaria para o PT, a de Trabalho, seria comandada pelo deputado José Carlos Nunes, mas essa movimentação também começa a ficar distante por dois motivos: primeiro porque ao levar mais um petista para o governo, Paulo Hartung (PMDB) assumiria um risco de desgaste pela aproximação com o partido; segundo, porque isso abriria vaga para Luiz Durão (PDT) na Assembleia, que enfrentará seu aliado Guerino Zanon (PMDB) em Linhares no ano que vem. 
 
Hoje a única aposta do PT é Helder Salomão na disputa em Cariacica. O ex-prefeito tem boa avaliação e se beneficia dos erros cometidos pelo atual prefeito, Geraldo Luzia, o Juninho (PPS). Mas isso se deve ao capital próprio do ex-prefeito e não ao partido. 
 
Na Assembleia, a bancada não consegue nem fazer uma defesa competente do governo Dilma, embora o mandato de José Carlos Nunes esteja surpreendendo, de certo modo. Mas nada que possa puxar o PT e reerguê-lo como uma bancada forte na Casa. 
 
O PT vai se reunir para discutir conjuntura e muita roupa suja terá de ser lavada para que o partido possa encontrar um caminho político. Mas ao lado de Paulo Hartung, vai ser difícil pensar em um fortalecimento do partido no Estado pelos próximos quatros anos.
 
Fragmentos:
 
1 – A deputada Luzia Toledo (PMDB) apresentou uma emenda ao projeto Escola Viva. A deputada Eliana Dadalto (PTC) apresentou outras três emendas. 

 

2 – Na reunião da Comissão Especial de Petróleo e Gás da Assembleia, representantes do sindicato da categoria denunciaram “lei do silêncio” e ameaças de sanções a quem denunciar alguma irregularidade nas plataformas terceirizada.

3 – A Comissão cogita a elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para as quais as partes envolvidas se comprometem a cumprir condicionantes.  

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