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Pulou a cerca

 
 
Nunca houve, para o senador Magno Malta (PR), uma oportunidade tamanha como esta de colocar em prática o seu discurso contra as elites capixabas, disputando uma eleição para o governo contra dois candidatos dos mais fiéis parceiros dessas elites que ele combate, o governador Renato Casagrande e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB). O peso eleitoral dos dois teria intimidado o senador? É a indagação deste momento, quando ele se define por uma disputa pela Presidência da República, sem qualquer chance, é bom que se registre. Como acabou de ocorrer, diante de uma boa plateia do seu partido, em Vila Velha, neste sábado (31) pela manhã, abrindo mão, com certeza, de um segundo turno nas eleições para o governo do Estado.    
 
Diferente
Pois, sem ele, a eleição acabará no primeiro turno. E o governo continuará nas mãos das elites, ganhe Casagrande ou Hartung, embora exista uma candidatura ao governo do Psol que, do ponto de visto ideológico, representa o combate às elites.   
 
Diferente II
O problema da candidata do Psol é voto, diferente do Magno, que tem voto e não tem ideologia. Magno é um encantador do eleitor de baixa renda, com o seu discurso de dor da miséria, somado ao combate às elites locais, que distingue como opressora desse seu eleitorado.
 
Estranho
Quando se manifesta no Estado, o senador costuma bater firme em Casagrande, deixando de lado Hartung. Diante do caminho que terá que tomar na disputa pelo governo, insiste que o seu partido tenha um candidato. Neste encontro em que fez a sua opção, o senador indicou o nome do  deputado estadual Gilsinho Lopes para substituí-lo.  
 
Difícil
Além das amplas possibilidades de reeleição para deputado estadual, Gilsinho não conta com a mínima possibilidade de disputar o governo. O que não rejeitou, desde que fosse uma necessidade do partido. Mas deixou claro que não é o seu momento e que custava crer que pudesse ajudar o partido com sua candidatura. 
 
Caminho
Sem Magno candidato ao governo e, naturalmente, Gilsinho fora da disputa, o senador vira a cereja do bolo. Com Casagrande? Dificílimo, até mesmo porque, não contemplou o partido no seu governo, como havia prometido. 
 
Caminho II
E quando quer conversar com o senador, manda interlocutor, diferente do que faz com outros líderes de menor patente política. Quanto a Hartung, que sempre foi o seu principal adversário e alvo, ele até se dispôs a conversar, desde que fosse no seu gabinete. 
 
Vantagem
Quem realmente ganha com a ausência dele na disputa pelo governo é  o ex-governador, conhecido pelos temores de enfrentar o senador numa parada dessa. E é também quem ganha com a chance de poder contar com o apoio dele. Costura quem vem sendo feita pelo presidente estadual do PDT, Sérgio Vidigal, um dos políticos mais chegados a Magno.   
 
Derrubando 
Convenhamos: se tivesse dúvida de que não seria candidato ao governo, Magno não deveria ter concorrido à disputa do delegado Fabiano Contarato pelo partido. Um nome que se figura como novo, pelo seu desempenho à frente da Delegacia de Trânsito. Ao deixá-lo à solidão eleitoral, sem parceiro forte para o governo, estará queimando uma figura com toda a cara da nova linhagem política do Estado.
 
PENSAMENTO:
“O capitalismo, como empresário, é cruelmente sincero e de uma grande generosidade, quando isso  lhe convém”. Ingmar Bergman 
  

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