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Qual é a diferença?

A lista da Odebrecht já teria 300 nomes de políticos de 24 partidos e o número não para de crescer. Entre os citados, a resposta é praticamente a mesma: “a doação foi legal e as contas de campanha foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE)”. 
 
Mas o que é doação legal vinda de empreiteira? Ou alguém acredita que os investimentos das empresas em político A ou B ou na maioria das vezes A, B e C é só para contribuir com a democracia e ter desconto no imposto de renda?
 
Na campanha eleitoral de 2014, a Odebrecht “doou” R$ 770 mil para Renato Casagrande (PSB)  e R$ 730 mil para Paulo Hartung (PMDB). Já a OAS, outra empresa envolvida na Lava Jato, “investiu” R$ 800 mil em Hartung e R$ 500 mil em Casagrande. Ou seja, estar ou não estar na lista, que diferença faz? Se entra pelo caixa um ou pelo caixa dois, o problema é mais complexo. 
 
No Congresso, por exemplo, esses financiamentos estão ligados às defesas dos interesses dessas empresas. No Executivo, a ligação é obvia está no privilégio na hora das concessões de obras. A OAS, dizem as más línguas, participaria em de uma parceria público-privada em Vila Velha, só não foi devido ao surgimento de seu nome na Operação Lava Jato. 
 
Mas daí a criminalizar quem está na lista é outra coisa. O viés político da investigação é evidente. Primeiro libera a lista para causar estardalhaço e depois decreta sigilo. Uma vez feito o estrago, ficará difícil para os citados recuperar suas imagens.
 
O que deve ser investigado, e divulgado com o devido cuidado, é como se dá a relação promiscua entre os entes políticos e essas empresas que dominam a política brasileira. E isso independe de estar ou não em lista do juiz Sergio Moro.
 
Fragmentos:
 
1 – Os candidatos a prefeito na Grande Vitória que tiveram os nomes divulgados na lista da Odebrecht já estão sofrendo as consequências disso. Uma vez incluído em qualquer coisa que o juiz Sérgio Moro investiga, significa receber o rótulo de corrupto.

 

2 – Esse é o grande problema da politização de uma figura pública da Justiça, que ganha pecha de arauto da moralidade. Assim como aconteceu com o ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa. 

3 – Não é uma tentativa de desmerecer o trabalho, é apenas a supervalorização de um trabalho que deveria ser considerado apenas obrigação. É que em um país com uma crise política tão grande, o ordinário passa a ser extraordinário. O problema é que neste caso, o ordinário está criando situações fora da curva. 

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