O ex-deputado estadual Vandinho Leite deu mais um passo na direção do ninho tucano nessa terça-feira (14). Acompanhado do deputado federal Max Filho e do vice-governador César Colnago, ele foi recebido pelo presidente nacional do PSDB, Áecio Neves, em Brasília. Em pauta, é claro, a filiação de Vandinho para ser o nome do partido à Prefeitura da Serra em 2016, dentro da estratégia do partido de sair com o maior número de prefeitos no próximo ano, aproveitando-se do momento de baixa de seu principal opositor, o PT, e já de olho no projeto de Aécio em 2018. Já há algum tempo, Vandinho anunciou sua intenção de se apresentar como a terceira via na disputa, há anos polarizada entre os grupos do prefeito Audifax Barcelos (de saída do PSB) e do deputado federal Sérgio Vidigal (PDT). Vandinho conta, para isso, com o peso da expressiva votação – quase 87 mil, sendo 25 mil no município – que obteve na eleição à Câmara dos Deputados em 2014, quando ficou de fora por conta do coeficiente eleitoral. Com reduto eleitoral na Serra, Vandinho tem tudo para dar trabalho, já que a alternância entre Audifax e Vidigal começa a apresentar sinais de fadiga. E, do jeito que as conversas fluem, o martelo deve ser batido em setembro, durante visita de Aécio ao Estado. Na condição de protagonista, Vandinho ganha, independente do resultado da disputa. Aquece seu eleitorado e abre o leque para as próximas guerras eleitorais.
Posição
Por falar em Vidigal, o deputado voltou a defender, nessa terça, após reunião da executiva nacional do PDT, que o partido adote postura independente ao governo Dilma. Significa entregar o Ministério do Trabalho, sem, no entanto, sair da base aliada para fazer oposição.
Adiado
Um dos cotados para assumir o Ministério no lugar de Manoel Dias, Vidigal vem batendo nessa mesma tecla não é de hoje. A substituição de Dias, ao contrário do que se esperava, não entrou em discussão. Agora só depois do recesso, em agosto. Por enquanto, o ministro se concentra em garantir visibilidade no cargo.
Caos?
Os novos números divulgados pela secretária de Estado da Fazenda, Ana Paula Vescovi, geraram reação do ex-governador Renato Casagrande (PSB). “Mesmo com as contas no azul, mesmo sem a concretização da tragédia que o atual governo do Estado armava, foram cortados 70% dos investimentos no Espírito Santo. Nessa história, quem sofre é a população, com tantos cortes e paralisações”, alertou pelas redes sociais.
Caos II?
É que depois daquele “auê” todo do governo, repetido desde a campanha eleitoral do ano passado, a secretária informou que as contas do primeiro bimestre fecharam com superávit de 69 milhões. Além de Casagrande, os servidores públicos também estão de olho!
Termômetro
O Facebook do governador Paulo Hartung (PMDB) é revelador. Assim como ele fez com o anúncio das obras do aeroporto, omitiu o encontro dessa terça com a presidente Dilma e os governadores do Sudeste. Nos dois casos, não saiu no lucro.
Crise?
O Tribunal de Contas do Estado contratou a Fundação Dom Cabral para elaboração do Planejamento Estratégico 2016-2020 do órgão. Preço: R$ 238,8 mil, até o final deste ano.
Tema polêmico
O deputado federal Max Filho (PSDB) conseguiu aprovar, na Comissão de Educação da Câmara, proposta de audiência pública para discutir as normas impostas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ao transporte escolar. Ele quer suspender a decisão, alegando aumento dos custos da educação fundamental.
140 toques
“A verdade é inconvertível. A malícia pode atacá-la, a ignorância pode zombar dela, mas no fim, lá está ela”. (Renato Casagrande – PSB – no Twitter)
PENSAMENTO:
“Na palavra de nenhum mestre estou obrigado a acreditar”. Horácio