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Que deselegante!

Era para ser um dia de festa, com a posse dos novos deputados estaduais, mas a cerimônia acabou sendo ofuscada pela briga política entre o governador Paulo Hartung (PMDB) e o ex-governador Renato Casagrande (PSB). O governador usou o tempo de seu discurso nesse domingo (1) para criticar o antecessor. Lamentável!
 
É verdade que se Hartung fez isso foi com consentimento da Casa, sobretudo do seu presidente, Theodorico Ferraço (DEM). O governador falou após seu futuro líder, Gildevan Fernandes (PV), que discursou em nome dos deputados. Gildevan que até o dia 5 de outubro era um dos mais devotados aliados de Renato Casagrande na Assembleia, virou a casaca e adotou o discurso palaciano da crise criada por problemas na gestão. 
 
Foi o primeiro momento de constrangimento da cerimônia. Havia uma sensação de vergonha alheia com o discurso. Em seguida, Hartung fez um pronunciamento equivocado. Nem era para falar, era o dia dos deputados, mas já que falou, deveria ter feito um discurso rápido e voltado para elogiar a Casa e não fazer palanque. 
 
Deveria o governador agradecer os deputados que deixam a Assembleia, saudar os que chegam e suas famílias que ali estavam para ver os deputados e ressaltar a importância da independência dos poderes. Deveria dizer que a fiscalização dos deputados estaduais engrandeceria seu governo, apontando o caminho certo quando as coisas estivessem se desviando do interesse da população. 
 
Mas, não. O governador falou por mais de 15 minutos, fez uma menção rápida à chegada dos novos parlamentares, elogiou Elcio Alvares (DEM) em nome dos que se despediam da Casa, pediu aplausos para o procurador-Geral de Justiça, Eder Pontes; alfinetou Casagrande e recomendou que a Casa colocasse a estiagem na agenda do Legislativo. Chegou dando ordens e mostrando quem era do bem e quem era do mal. 
 
Submissa, a Assembleia assistiu ao segundo momento de constrangimento na Casa. Hartung foi o convidado de honra da festa e aproveitou aquele espaço para criticar o adversário político. Mas ninguém reagiu, abaixaram a cabeça dando a indicação do que serão os próximos quatro anos de governo Paulo Hartung, no que diz respeito à relação com o Legislativo. 
 
Fragmentos:
 
1 – Nos bastidores da Casa, a movimentação que corre é que Guerino Zanon (PMDB) vai assumir a Comissão de Educação, mas que continua sonhando com uma secretaria no governo Paulo Hartung. 

 

2 – Quem também continua sonhando é o presidente do Tribunal de Justiça Sérgio Bizzotto. Ele espera uma gorda suplementação para o Judiciário em breve. Será?

 

3 – No discurso ambiental de Hartung, podemos perceber, mais uma vez, a colagem de vários textos soltos sobre o assunto. Falta intimidade com o tema.

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