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Que foto?

A imagem acima circula nas redes sociais e veículos de imprensa do País desde essa quarta-feira (25), quando foi preso o senador Delcídio Amaral (PT-MS). Nela, ao lado do petista, estão o senador do Estado Ricardo Ferraço (PMDB), o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB), o senador Romário (PSB) e Pedro Paulo de Carvalho (PMDB), apontado como o candidato de Paes à sucessão. Todos são citados no áudio que embasou a prisão do senador petista e que fala de acordo eleitoral para a disputa de 2016 – as mãos unidas significariam a consolidação da parceria, como diz a gravação. Paes já se explicou, Romário também – o caso ressuscitou a polêmica da conta na Suiça. Já Ferraço correu para as redes sociais para defender seu voto pela manutenção da prisão de Delcídio e até a cassação do mandato. Questionado sobre a foto, não respondeu. Dos personagens acima, há de se convir, Ferraço é o único que está fora do contexto da conversa do áudio. Por isso mesmo, deveria marcar sua posição. Mas ele terceirizou sua defesa. O nome de Ferraço aparece nas notas oficiais de Paes e de Romário e, embora o clima da foto não seja esse, eles dizem que estiveram no gabinete de Delcídio em busca de apoio para colocar em pauta e votar a matéria que trata da trata da securitização das dívidas de estados e municípios. Ok, que fosse! O fato é que se trata de um caso rodeado de dúvidas e contradições. Não dá para se fingir de morto.
Sugestiva
O coletivo Mídia Ninja (Narrativas Independentes Jornalismo e Ação) no Estado também publicou a foto em seu Facebook, com a seguinte legenda: “Uma imagem vale mais que mil palavras”.
Em casa
A propósito, Ferraço realizou na noite dessa quinta mais um encontro de seu mandato no Estado, desta vez na sua terra, Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado). 
Sem efeito
Depois das duras críticas das Nações Unidas, a Samarco/Vale e o governo federal iniciaram uma força-tarefa para tentar convencer Deus e todo mundo de que a lama não é tóxica. Mas não convencem nem quem está longe, como a imprensa internacional. Os principais veículos do exterior que repercutem a maior tragédia ambiental do País têm dito, repetidamente, que os rejeitos são tóxicos. E ponto.
Vitrine
Mobilizações e novos protestos serão realizados em Regência, Linhares (norte do Estado) neste final de semana. Também tem fincada do mastro. Aposta da vez: quais políticos da região aparecerão para tentar tirar uma casquinha?
Atrasada
Vinte e dois dias depois e com muita pressão das redes sociais, a ex-ministra e idealizadora do Rede Sustentabilidade, Marina Silva, se pronunciou nesta sexta-feira (27) sobre o crime da Samarco/Vale em Mariana (MG). Em artigo no Valor, concentrou-se mais no governo federal e pesou pouco a mão em cima da Vale e BHP Billiton. Marina, na verdade, perdeu o “timing”.
Afronta
Os deputados federais Paulo Foletto (PSB) e Lelo Coimbra (PMDB) se reuniram com o relator do novo Código da Mineração, Leonardo Quintão (PMDB-MG), nessa quinta-feira (26). Olha, colocar a matéria em votação, a essa altura do campeonato, é inadmissível. 
Afronta II
O novo Código é um cheque em branco para as gigantes do setor e não tem sequer uma linha sobre os impactos ao meio ambiente e às comunidades prejudicadas. Foi elaborada por políticos financiados pelas empresas e pelo governo federal. Ou seja, mais tragédias anunciadas à vista.
Cadê?
A faixa fixada na grade da quadra da Praça do Cauê, na Praia do Suá, em Vitória, após o ato dos alunos da escola Prof. Duarte Rabelo contra o crime em Mariana (MG) não está mais lá. Tinha a frase “Minério em seu pulmão” e estava em local de fácil visualização para os motoristas que seguem de carro em direção a Vila Velha e bairros como a Praia do Suá. Quem retirou, tinha interesse.
Nas redes
“Morte por toda parte, dentro e fora do rio, peixes, caramujos, camarões, capivaras, quatis, cabras, pássaros e etc e a Samarco reiterando a toda hora que não é por causa da água. Você aí sente o mesmo que eu quando alguém tenta te fazer de otário?”. (Prefeito de Baixo Guandu, Neto Barros (PCdoB) – no Facebook).
PENSAMENTO:
“Finalidade não é a língua da política”. Benjamim Disraeli

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