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Enfim, 2015 acabou! A impressão das classes política e empresarial, e da população em geral, era de que isso não ia acontecer. Mas se 2015 foi um ano que manteve aquecidas as disputas eleitorais em nível nacional e estadual, em 2016 o cenário político promete se acirrar com as disputas municipais. 
 
Para o PSDB, por exemplo, é fundamental vencer o maior número de prefeituras Brasil afora. O partido entende que é o herdeiro do trono com a desidratação profunda do PT. Por isso, quer mostrar força em 2016, preparando a base para seu retorno triunfal ao poder em 2018.
 
No Espírito Santo não é diferente, o partido quer vencer os grandes colégios eleitorais, mas pode estar superestimando seu tamanho e tropeçar nas próprias pernas. Por isso, é hora de construir com calma o palanque eleitoral de 2016. 
 
No campo da política estadual, a disputa entre o governador Paulo Hartung (PMDB) e o seu antecessor Renato Casagrande (PSB) deve se dar nos bastidores do processo eleitoral. Com o governador tentando eliminar da geopolítica o socialista e Casagrande, que busca se fortalecer para um futuro embate em 2018.
 
O processo eleitoral de 2016 é tão importante para 2018 que deve influenciar a política o ano todo, aliás, já vem influenciando o primeiro semestre de 2015. Uma movimentação que pode mudar a cara da política capixaba e nacional. Essa movimentação é interessante se não se transformar em outra crise política. 
 
Isso porque, se nacionalmente a dicotomia do governo federal e a oposição paralisaram o País, a disputa de Hartung com Casagrande também paralisou o Estado. A economia sofre, a população sofre e a classe política também, se o processo político continuar influenciando nas decisões administrativas. Tomara que em 2016, os gestores consigam separar as paixões eleitorais dos trabalhos insitucionais. 

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