O governador Renato Casagrande deu início nessa terça-feira (2) ao que chamou de virada na eleição. Pela primeira vez em seu site, o nome “Paulo Hartung” foi pronunciado e espera colocar a militância a todo vapor em busca dos votos dos indecisos.
Paulo Hartung mudou de estratégia ao trocar o marqueteiro, tem ao seu lado puxadores de votos muito eficientes, e a blindagem da mídia corporativa. Os dois colocam suas armas em campo no último mês de campanha, com uma distância entre eles, mas que não garante absolutamente nada para nenhum dos dois lados.
Há muita confusão nesta eleição, sobretudo na chapa majoritária, no que se refere às composições e também a apoios. O governador Renato Casagrande, por exemplo, recebeu nessa terça a reafirmação de 60 prefeitos do Estado em favor de sua campanha. Mas declarar apoio é diferente de colocar o pé na estrada e pedir votos. Basta ver a situação do governador em Vitória e Serra, onde estão seus principais apoiadores.
Outro problema da eleição e que vem dando um nó na cabeça do eleitorado é a clandestinidade no palanque do ex-governador Paulo Hartung. Embora esse seja um expediente já conhecido pelo mercado político, este ano a situação parece bem evidente.
Hartung e Rose de Freitas (PMDB) são desafetos políticos há muito tempo. Desde o início do processo, a candidatura dela ao Senado ao lado de Hartung não convenceu ninguém. A estranha calma de João Coser (PT) ao lançar a candidatura, estando em um palanque majoritário fraco, também não convenceu. Aliado à ligação do petista com o ex-governador, costurarou a ideia de que o jogo de Hartung não seria com Rose e sim com um antigo membro de seu seleto grupo.
No palanque de Casagrande, Neucimar Fraga (PV) era candidato ao Senado, desistiu em favor de Fabiano Contarato, que desistiu depois de registrado. Neucimar novamente foi alçado à condição de candidato ao Senado e a agora tenta recuperar o tempo perdido, mas a confusão criada com a saída de Contarato do pleito ainda não foi digerida pelo eleitorado.
Enquanto isso, a campanha avança e o eleitor segue indefinido sobre a disputa. Isso sem falar na movimentação trazida pela reviravolta provocada na corrida presidencial pela morte trágica de Eduardo Campos. Nos meios políticos, as apostas são de que a disputa só esquente mesmo nos últimos 15 dias de campanha, quando o eleitorado começa a descer. Por enquanto, o que se tem é um monte de peças que não se encaixam no quebra-cabeça eleitoral.
Fragmentos:
1 – O PT definitivamente tomou conta da campanha do plebiscito pela Reforma Política. Mas no Estado, a classe política só tomou consciência dessa situação esta semana, quando começou a votação.
2 – Nesta quinta-feira (4), o PSOL inaugura a partir das 19h30 seu Comitê 50, na Rua Sete, no Centro de Vitória, em frente ao Palácio da Fonte Grande.
3 – As árvores no município da Serra têm sido os principiais alvos da poluição visual provocada pelos candidatos. Placas, cartazes e outdoors completam o cenário no município.

