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Queda livre

Há uma crise institucional em curso no País e isso é evidente. Uma vez sentado na cadeira de gestor, em qualquer instância, automaticamente o agente político enfrenta um processo de desgaste com o eleitorado. Hartung pode ter achado que estava imune a esse tipo de crise. Ao deixar o governo, sua popularidade era muito alta – pelo menos era o que diziam os institutos de pesquisa que sempre foram tão generosos com o peemedebista. 
 
Mas hoje, nem essa parceria tem conseguido evitar um desgaste político que chega às portas do Palácio Anchieta. Seu foco na disputa política com o antecessor Renato Casagrande (PSB) não encerrou com o fim da disputa eleitoral. Ele vive repetindo isso, mas não tira o olho do retrovisor. 
 
Criou um cenário de crise para desgastar seu adversário, mas ao chegar ao governo percebeu que uma crise real existia. Uma crise que atinge todo o País e a maioria esmagadora da classe política e da qual não vai conseguir se livrar com discursos evasivos. 
 
Hartung prometeu uma política que chacoalhasse o Estado, mas os seis primeiros meses se aproximam e até agora, o que a população sentiu foram os efeitos dos cortes nas áreas sociais e uma política de pouco diálogo. Isso pode fazer com o que o peemedebista tenha dificuldade no projeto de legitimação de sua retomada do controle político do Estado, que deveria se verificar na eleição de 2016, com a vitória dos aliados nas disputas municipais. 
 
A continuar esse desgaste político, daqui a pouco as lideranças vão começar a avaliar se é vantagem mesmo ter Hartung no palanque no próximo ano. Para tentar reerguer sua imagem, ele tenta uma aproximação com a população, por meio de ferramentas de diálogo indireto. O problema é que o discurso continua o mesmo do ano passado e não é o que a população quer ouvir. 
 
Fragmentos:
 
1 –  O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), Guilherme Afif  Domingos, estará em Vitória, nessa terça-feira (2). Ele fará  palestra durante o Seminário Regional do Supersimples, forma de  tributação diferenciada para os pequenos empreendimentos.
 
2– A visita do deputado Marcelo Santos (PMDB), como presidente da Comissão Especial de Petróleo e Gás ao município de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (27), foi cancelada. O motivo: uma alteração na agenda do prefeito Alcebiades Sabino. Uma nova data será remarcada.

3 – Acusado de quebra e decoro parlamentar por ter chamado operadores do sistema de guinchos no Estado de “quadrilha” o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) reafirmou sua colocação. 

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