Na campanha, no período de transição e depois da posse, o governador Paulo Hartung (PMDB) repetiu um discurso aos aliados. Na articulação da parceria com o PSDB, garantiu que não disputaria a reeleição, saindo do cardo no período de desincompatibilização para disputar o Senado.
Isso colocaria o vice-governador César Colnago (PSDB) no governo, em condições de disputar a reeleição com a máquina do Estado na mão. Bom, qualquer semelhança com o período pré-eleitoral de 2010 não é mera coincidência.
Naquele momento, todos acreditavam que Hartung deixaria o governo para disputar o Senado, deixando a cadeira para que seu então vice, Ricardo Ferraço (PMDB), fosse o candidato palaciano. Hartung não deixou o cargo e Ricardo não foi o candidato apoiado por ele ao governo.
Com esse histórico, Hartung não convence hoje os aliados. Além disso, a aprovação no Congresso Nacional do fim da reeleição, concedendo uma exceção aos pleitos de 2016 e 2018, dão aos atuais gestores a última chance de conseguirem um novo mandato.
Outro elemento a ser considerado é que Hartung anda com a popularidade em baixa. Por isso, quatro anos talvez não sejam suficientes para que ele consiga recuperar a blindagem de sua imagem. Isso pode influenciar a decisão do governador para sim ou para não.
O desenho do cenário eleitoral para até o fim do atual mandato de Hartung vai colocá-lo em uma situação de reflexão se não conseguir levantar seus índices de aprovação: pode arriscar tentar um segundo mandato para melhorar a imagem, mas correrá o risco de não se reeleger se não melhorar os índices até lá.
Mas, hoje, a impressão do mercado político é de que Hartung deve disputar a reeleição, sim, independentemente dos acordos firmados com os aliados de seu palanque em 2014.
Fragmentos:
1 – O PRP/Mulher realiza neste sábado (13) o seminário “A Mulher no Poder”. O encontro vai reunir, na Assembleia Legislativa, das 9h às 12h, mulheres no cenário eleitoral das câmaras municipais.
2 – Ao chegar ao prédio da Secretaria Estadual de Educação (Sedu) na manhã desta sexta-feira (12), os servidores tiveram a péssima notícia de que não haveria expediente enquanto houvesse protesto. Que chato, em plena sexta-feira!
3 – A deputada Luzia Toledo (PMDB) foi a campeã de emendas, com 57 proposições à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que tramita na Assembleia Legislativa.

