O controle contínuo das finanças pessoais não é uma dica, mas sim uma necessidade. A crise que estamos vivendo está sendo considerada como uma das maiores registradas na história do país e vem atingindo, principalmente, as classes sociais C, D e E. A diferença é: em maior ou menor proporção.
No mercado de trabalho vemos os reflexos dela espalhados, tal como nos setores de comércio, indústria e serviços, onde há registro de queda no consumo, em “miúdos”, nas compras/vendas, com impacto, por exemplo, na redução das comissões aos vendedores. No “aperto” delas, as reduções nas jornadas de trabalho e nos salários estão sendo adotados como estratégia, na tentativa de manterem os trabalhadores empregados. Nem sempre tem atingido o objetivo, porque afinal, o desemprego tem aumentado. Nesses exemplos e, nas duas pontas deles, encontramos como resultado, a redução na receita.
E se há redução na receita, considerando as empresas, para àquelas que possuem custos estruturados e sob controle, o impacto da crise tende a ser menor, mas precisam também atuar na redução das despesas, para garantirem a sua sustentabilidade.
Em casa, se a receita e as despesas estão relacionadas lado a lado, sendo do conhecimento da família e, se estiverem trabalhando para adequá-las ao momento de crise, como por exemplo, cortando gastos supérfluos e trabalhando também para reduzirem as despesas essenciais, o dever de casa está sendo realizado.
Sem ajustar as contas não há possibilidade de se recuperar financeiramente. É “dançar conforme a música”, sem frustração ou outros sentimentos e mantendo sempre o controle sob as contas.
Vale destacar que os especialistas apontam que esse cenário tende a se alongar por cerca de dois a três anos.
Vivemos épocas de rentabilidade baixa, com menor margem de lucro e mantendo a torcida pela retomada do crescimento econômico, com reaquecimento no mercado de trabalho, de preferência, com melhoria nos salários, o que vai novamente possibilitar o consumo sem medo e, de preferência, consciente.
Mas são também épocas consideradas de grande aprendizado, que reforçam a importância de boas práticas para cuidar da saúde, aqui entendida como a soma da saúde física, mental, social e financeira.
Podemos observar mudanças positivas no comportamento de consumo, algo que não víamos antes desta crise. As pessoas estão ficando atentas aos preços dos produtos, comparando-os, procurando promoções, observando se elas são reais ou não, divulgando entre grupos os preços melhores, as promoções, incorporando práticas positivas que acabam zelando pelo bom uso do dinheiro.
Nos supermercados podemos observar que os clientes estão conversando sobre os preços e a qualidade dos produtos, usando a concorrência para comprarem o melhor pelo menor preço. Em dias de promoções programadas os supermercados estão ficando bem mais movimentados. Outra regra da educação financeira que vem sendo introjetada como prática: aproveitar as melhores oportunidades para adquirir o que precisa, acompanhando e comparando os preços.
Pontos positivos aprendidos pela “dor” da crise, mas que são imprescindíveis para a conquista e manutenção da saúde financeira.
Quem faz o dever de casa passa nessa prova e, “com louvor”!

