
No Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (30), véspera do feriado do Ano Novo, olha só o que encontrei: ato do primeiro aditivo a um contrato firmado pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) com o laboratório Tommasi. Esse contrato existe desde 2013 e tinha como objeto a “prestação de serviços laboratoriais, especiais em amostras de água, solo, sedimentos, caracterização de resíduos e tecidos orgânicos (peixes, moluscos e crustáceos) para atendimento ao programa de investigação ambiental do Iema”. O valor era de R$ 120 mil, por três anos. Só que aí veio o crime da Samarco/Vale-BHP e o Tommasi passou a realizar análises na bacia do rio Doce. A excepcionalidade da situação, como alega o governo, exigiu o reajuste do contrato. Nada menos do que 810% de aumento – R$ 972 mil -, com duração até dezembro de 2016. Depois, o valor passará a ser de quase R$ 1,1 milhão por ano. A pergunta que não quer calar: se os responsáveis pelo crime do rompimento da barragem em Mariana (MG), que transformou o rio num mar de lama e destruiu vidas e sonhos, têm nome e sobrenome, por que é o governo – ou melhor, nós – quem pagamos essa conta? Mais um desaforo para fechar o ano.
Mesmo lado
E não vem dizer que é para contrapor análises e laudos da Samarco/Vale-BHP, porque no Estado todo mundo sabe que governo e poluidoras vivem em sintonia total.
Donas do jogo
A propósito, já fazem 56 dias do crime, sem qualquer punição.
Me engana…
Enquanto isso, o governador Paulo Hartung (PMDB) corre por fora para fazer acordo com suas parceiras de longa data, Samarco e Vale. Os capixabas sabem bem como são esses “acordos”.
Peça estratégica
Por falar nele, Hartung não é de rasgar elogios a ninguém, mas no balanço do seu governo nessa terça-feira (29) só faltou babar ao falar do novo comandante da Cesan, Pablo Ferraço Andreão, com origem na iniciativa privada. A “humildade” do governador, porém, acabou falando mais alto: “Eu sou um caçador de talentos”.
Afago
Para amenizar, lembrou da ex-diretora-presidente da companhia Denise Cadete, trocada do cargo de maneira repentina, com menos de um ano de atuação. “A Denise fez um bom trabalho e está feliz no Bandes [Banco de Desenvolvimento do Estado]”.
Pegando fogo
Em pleno verão e a poucos dias do recesso, os vereadores de Vitória abriram mão do paletó na sessão da Câmara dessa terça-feira (29), que contou com a presença do secretário municipal de Fazenda, Davi Diniz. Com os ânimos exaltados e protestos das galerias, a temperatura subiu mais ainda no plenário.
Obstáculo
O prefeito de Baixo Guandu, Neto Barros (PCdoB), continua em atrito com os vereadores do município por barrarem os projetos do executivo devido a “picunhas” políticas. Nas redes sociais, sobram críticas dele à Câmara, com o apoio da população.
Obstáculo II
“O País em crise, dificuldade para pagar até salários aos servidores públicos e manter despesas essenciais, e alguns vereadores de Baixo Guandu apostando na velha política do ‘quanto pior, melhor’. Lástima, mediocridade e pobreza de espírito, como, aliás, ocorre à maioria dos políticos!”, disparou Neto no Facebook.
Sob nova direção
O PP do deputado federal Marcus Vicente trocou de comando no Estado. O presidente agora é o jornalista Willian Abreu, que também já atuou na Federação de Futebol do Espírito Santo.
140 toques
“Com a perseguição política para me atingir, quem perde é a população: o Estado paralisou obras e não desenvolveu programas sociais!”. (Renato Casagrande – PSB – no Twitter).
PENSAMENTO:
“Onde existe o Estado não há liberdade; onde há liberdade não haverá Estado”. Vladimir Ilyich Lenin

