sexta-feira, abril 3, 2026
23.9 C
Vitória
sexta-feira, abril 3, 2026
sexta-feira, abril 3, 2026

Leia Também:

Quem perdeu?

Tanto no cenário nacional quanto no estadual a criação do Solidariedade e do PROS abriu uma brecha para a migração das lideranças. O quanto os novos partidos vão afetar as composições do próximo ano, saberemos ao fim da próxima semana, quando termina o prazo de transferência. Mas muitas lideranças estão com calculadora na mão, procurando o melhor caminho a seguir para fugir das coligações pesadas que estão sendo esperadas para o próximo ano.
 
Em relação ao Solidariedade, porém, o processo de criação do PDT expôs uma divisão interna que sempre existiu, mas sempre foi contornada pelas lideranças. Agora, com a possibilidade de o PDT perder cerca de 30% de sua bancada na Câmara, a crise no partido se explicita e deve afetar também o Espírito Santo.  
 
Nos dois dias que sucederam a liberação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma enxurrada de acusações entre o grupo do presidente do partido, o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi, e o grupo ligado ao histórico Leonel Brizola, que tem como grande defensor no partido o neto do ex-governador do Rio, o vereador Brizola Neto.
 
O vereador acusa Lupi de vender o partido por R$ 2,5 milhões para o PMDB. Na Câmara, circula o boato de que as lideranças estão sendo assediadas até com dinheiro para migrar para o novo partido. Isso porque para que o partido possa receber mais verbas do fundo partidário, a legenda precisa de “engordar” a representação na Câmara. Esse valor cresce à medida que as bancadas crescem.
 
Uma das críticas mais contundentes dos aliados do PDT é que nos estados o partido foi entregue a famílias. Bom, no Espírito Santo, o panorama bate muito bem com essa crítica. Apesar do reconhecimento das lideranças do Estado ao empenho do ex-prefeito Sérgio Vidigal em fazer o partido crescer, nunca houve eleição para a presidência regional do partido.
 
No Espírito Santo, o partido tem oito prefeitos, quatro deputados estaduais e três federais – contando com Manato (de saída para o Solidariedade) –, mas é preciso entender as idiossincrasias envolvidas nessa ocupação de espaço. Porque efetivamente Vidigal é a grande figura do partido e as crises no PDT se acumularam nos últimos anos no Estado com vários escândalos envolvendo seus filiados e a cassação de alguns prefeitos.  
 
Quem deve aproveitar a crise para buscar quadros para a disputa no próximo ano é o deputado federal Carlos Manato, que quer entrar na disputa bem longe do PDT. Ao deixar o partido, ele deve arrastar com ele uma boa parcela de aliados, desidratando ainda mais o PDT no Espírito Santo. 
 
Fragmentos:
 
1 – Na base do “a esperança é a última que morre” o pessoal da Rede no Espírito Santo está proibido de conversar com outros partidos. Mas será que dá tempo?
 
2 – Uma nova ponte irá ligar Cariacica a Vitória. Novas promessas de mais espaço democrático entre os usuários das vias públicas. Bom, a pergunta é velha, mas nunca sai de moda: e o aquaviário, como fica mesmo?
 
3 – Pela primeira vez o vice-prefeito de Vitória, Waguinho Ito (PPS), assume a prefeitura, mas o momento não é o melhor para quem quer ganhar visibilidade para disputar a eleição de deputado estadual.

Mais Lidas