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Quem vai junto?

A ocupação do Palácio Anchieta pelo Movimento Sem Terra (MST) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) nessa terça-feira (8) jogou luz sobre um tema que o governador Paulo Hartung (PMDB) tentava a  todo custo deixar bem longe dos holofotes. A relação com os movimentos sociais está muito ruim. 
 
Essa história de parte da imprensa e do senador Ricardo Ferraço (PSDB) tentar fazer um link entre a ocupação e a articulação em defesa do governo Dilma, pode até convencer meia dúzia de desinformados, mas não vai colar para as famílias do interior que estão com os filhos fora da escola por causa da falta de interesse do governo em atender às demandas do setor, não vão engolir esse discurso. 
 
Mas o que realmente causa preocupação é a falta de posicionamento da classe política sobre o acontecimento. Hartung mantém uma postura afastada da população e aposta no discurso da necessidade de cortes de gastos para equilibrar as finanças do Estado. Retórica que também já não convence a rua. 
 
A classe política, principalmente aquela parte que tem ligação com movimentos sociais, fica em uma situação desconfortável. Padre Honório (PT), que tem base nos movimentos sociais quem o diga. Estava lá, mas não parecia nada à vontade em ter que enfrentar o governo do Estado, ainda mais dentro do Palácio Anchieta. 
 
Enquanto isso, na Assembleia Legislativa, o deputado Hudson Leal (PTN) levava à Tribuna Popular a pauta das cooperativas médicas, cedendo espaço para o presidente da Federação Brasileira das Cooperativas de Especialidades Médicas (Febracem), Erick Freitas Curi. A procura pelo debate foi vista nos bastidores como uma afronta ao Palácio. Mas como poderia o deputado-médico se omitir com o segmento que representa na Assembleia. 
 
O perfil do governador não é de voltar atrás em seu perfil, tanto que mandou seus emissários para o encontro com os movimentos, o que pega muito mal. Com as eleições municipais às portas e o clima hostil das ruas, a classe política vai aceitar ficar em cima do muro por medo de represálias palacianas ou vai assumir posição em defensa de suas bases?
 
Fragmentos
 
1 – Para o grupo de resistência do PSDB, o partido tem que ter autonomia e altivez para negar filiações indesejáveis e que os deputados que foram eleitos em 2014 pelo partido devem ser ouvidos sobre o processo.
 
2 – Enquanto não decide quem entra e quem sai do partido, o PSDB de Alegre dá posse ao segmento jovem e discute soluções para aquele município. O encontro será no sábado (12), com a presença do deputado federal Max Filho e do deputado estadual Marcos Mansur.
 
3 – O deputado federal Helder Salomão (PT) vai integrar a CPI que vai investigar denúncias de irregularidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

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