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Quem vai ter coragem?

Se há uma lição a ser tirada de toda essa tragédia envolvendo a Samarco Mineradora e a onda de lama que vem destruindo o rio Doce e agora segue em direção ao litoral capixaba, em Regência, Linhares, é que a relação promíscua entre classe política e empresas custa muito caro à população. 
 
Com as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que permitem que se veja quem está doando e para quem, vai ser complicado esconder de onde está vindo o dinheiro de campanha. Também vai ser complicado aceitar financiamento de campanha de poluidoras. A questão está na pauta e precisa ser discutida. 
 
A Vale utiliza suas subsidiárias para fazer as doações aos candidatos. São muitos CNPJs que levam sempre a uma fonte comum. E a empresa faz as apostas nos parlamentares que, entende, serem capazes de fazer a defesa dos seus interesses. Tudo ia muito bem até que a tragédia colocou luz sobre o assunto. 
 
No primeiro semestre deste ano, a discussão sobre a minirreforma eleitoral trouxe a expectativa sobre a mudança nessa relação entre público e privado, mas essa expectativa foi frustrada, já que o financiamento público de campanha não foi aceito pelo Congresso Nacional. 
 
A questão é simples: empreiteiras concentram seus recursos nos candidatos executivos, visando às futuras obras que serão realizadas na gestão dos que receberam as doações. As grandes corporações que trazem impactos ambientais e sociais, apostam nos parlamentares, na tentativa de terem suas bancadas no Parlamento. 
 
Elas também apostam nos executivos para garantir a contrapartida com as licenças ambientais e o alívio nas multas pelo rastro de destruição que geralmente levam para onde se instalam. A diferença é que agora o eleitor já entendeu o que isso pode lhe custar e vai ficar atento. 
 
Fragmentos:
 
1 – Hartung  vai mesmo insistir em subterfúgios para sair pela tangente na questão da Samarco. Nesta quinta-feira (19), o governador aparece ao lado do fotógrafo Sebastião Salgado na capa do Diário Oficial.

 

2 – O prefeito de Linhares, Nozinho Correia (PP) conseguiu emplacar vereadores da base aliada na CPI que vai investigar irregularidades na merenda escolar oferecida no município. 

3 – O deputado Sérgio Majeski (PSDB) aos poucos está vencendo a barreira palaciana e conseguindo emplacar seus projetos. Nessa segunda-feira (16) ele conseguiu, por unanimidade, aprovar o projeto de lei que incentiva o uso de cisternas e sistemas de captação da água da chuva em áreas urbanas.

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