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Sexta, 23 Outubro 2020

Reação no tempo certo

Galhofa e gestão pública são duas coisas que não podem se misturar, sob risco de resultar em situações desagradáveis, gerando, em consequência, retrocessos prejudiciais à sociedade. No entanto, para aumentar o cenário nebuloso que o País atravessa, o presidente Jair Bolsonaro segue cometendo suas tiradas, muitas vezes querendo parecer engraçado. Não consegue, pois seu despreparo para a importante função que exerce vem logo à tona. 



Foi o que aconteceu quando, na semana passada, ele anunciou um "desafio" nas imprensa e redes sociais, dizendo que aceitaria reduzir o preço dos combustíveis se os governadores deixassem de cobrar o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) do setor. A reação do governador Renato Casagrande, que a tachou de "blefe", “factoide” e “superficial”, veio de pronto, e no tempo certo, juntamente com outros governadores, que a reafirmaram ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nessa segunda-feira (10).



A fala presidencial, dita em um momento de extrema gravidade em decorrência da greve dos trabalhadores da Petrobras, é mais uma demonstração de que Bolsonaro se encontra perdido quando se trata de assuntos relacionados diretamente à áreas essenciais ao bem-estar da população, principalmente a econômica. Isso ficou patenteado durante a campanha eleitoral de 2018, mas, além disso, há outro componente nessa massa: as notícias falsas. 



O presidente está alardeando, com o apoio de mídia tradicional e conservadora, que a economia está melhorando, baseado em dados do ministro da área. Exalta a situação atual do País, apesar da alta evasão de divisas, a estagnação do Produto Interno bruto (PIB), o fechamento de empresas, o preço dos combustíveis e o aumento do desemprego, da informalidade e do subemprego, sem garantias e com direitos sequestrados pela reforma da Previdência. 



Nesse contexto, ao retrucar a fala de Bolsonaro, que evidenciou ainda a tentativa de querer colocar a população contra os governadores, Casagrande se destaca ao convocar o "debate técnico responsável", canal apropriado para a abordagem de qualquer questão importante para a sociedade.



Uma reação que deveria merecer a atenção de outras lideranças políticas, muitas vezes envolvidas, única e exclusivamente, em seus interesses pessoais. 

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