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Rearrumando a casa

A classe política do Estado vive um momento de expectativa. De um lado está o ex-governador Paulo Hartung tentando costurar uma aliança entre PSDB e PMDB. Do outro lado, Renato Casagrande (PSB) tenta colar os caquinhos para reconstruir um projeto de unanimidade, visando a facilitar sua candidatura à reeleição em 2014. 
 
No meio desta discussão está o PT. Ao mesmo tempo em que o ex-prefeito de Vitória joga para dentro do partido um projeto de candidatura ao Senado, que mais parece uma manobra para evitar a candidatura da senadora Ana Rita à reeleição, o partido conversa com o governador Renato Casagrande no sentido de alinhavar a manutenção da vice para o PT. 
 
Para os observadores, a movimentação de Hartung seria uma rota alternativa. Para ele, a manutenção da unanimidade lhe garantiria uma candidatura tranquila ao Senado, com Casagrande disputando a reeleição e Coser na vice. 
 
Mas, por via das dúvidas, caso o projeto não vá à frente, já destacou seu aliado, Guerino Balestrassi para ocupar um espaço importante, a candidatura de governador pelo PSDB, para abrir o caminho para uma aliança com o PMDB de Hartung. 
 
A acomodação de todos esses movimentos vai depender também da configuração nacional. Se Casagrande conseguir vender mesmo essa ideia de neutralidade na eleição pode conseguir atrair novamente as lideranças políticas para recompor sua base. 
 
O problema hoje é conseguir apagar os pequenos incêndios que vêm dos insatisfeitos com a postura distante do governo e as investidas de bastidores que tentam enfraquecer a imagem do governo Casagrande. Enquanto isso, a classe política aguarda as opções que serão expostas à mesa.
 
Fragmentos:
 
1 – O secretário de Transportes de Vitória Max da Mata  precisa aumentar sua base eleitoral para além da capital para garantir a eleição de deputado federal pelo PSD. Isso porque os votos em Vitória, sua principal base, são muito pulverizados. Na cidade ele vai ter de saída que dividir o eleitorado com Luiz Paulo Vellozo (PSDB) e Fabrício Gandini (PPS).

 

2 – Quem fez troça com a declaração da presidente Dilma em Varginha, de que respeita o ET, não sabe a seriedade que o assunto tem naquela cidade. É o mesmo que dizer que não gosta de moqueca capixaba no Espírito Santo.

3 – Basta lembrar a polêmica gerada no ano passado com uma passagem na  novela “Avenida Brasil” em que uma personagem dizia que a moqueca capixaba era sem graça. São símbolos locais que movimentam a economia. 

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