Sexta, 17 Setembro 2021

Recado das urnas

O resultado do primeiro turno das eleições mostra alguns recados das urnas para a classe política que devem ser observados por quem pretende disputar as próximas eleições. Um deles é que as grandes lideranças, que eram apontadas como as indutoras de votos, não induziram.



Um exemplo disso está na Capital, em que os candidatos, neste segundo turno, tentam seguir com as próprias pernas, sem usar as lideranças que poderiam estar em seus palanques.



De Cariacica vem o exemplo de que o candidato que está nas ruas, mais próximo do povo, tem mais condições de chegada do que o candidato mais afastado. As propostas devem atender aos interesses da crescente classe C, que não se leva mais pela influência da elite e quer mesmo são garantias de que as conquistas desse novo filão social, maioria, inclusive nas urnas, serão mantidas.



Puxar pelo emocional ainda dá certo, mas é preciso parcimônia, a linha que separa a vitimização positiva da apelação é muito tênue e o candidato pode aumentar a rejeição do eleitorado, prejudicando não só a eleição em que está, mas também criando um estigma difícil de ser tirado no futuro.



É sempre bom lembrar que uma imagem uma vez construída, dificilmente será desconstruída. O que não é necessariamente ruim, vide o exemplo da imagem de “supertira” criada pelo ex-secretário de Segurança Rodney Miranda (DEM), inabalável, mesmo diante dos dados que mostram que sua passagem pela pasta foi negativa.



Também não adianta vender apenas uma imagem. O candidato tem que apresentar propostas e propostas para frente. Não adianta cobrar pelo voto dado em eleições anteriores, mostrando o que foi feito. O eleitor paga adiantado por uma promessa e quer mais do que o serviço já prestado.



Evidentemente, a eleição deste ano tem um perfil totalmente diferente da disputa que acontecerá em 2014, quando estarão em debate a sucessão nacional, estadual e os cargos legislativos aqui e em Brasília. Mas algumas lições poderão ser aproveitadas pelos postulantes aos cargos em disputa daqui a dois anos.



Quem melhor entender o desejo do eleitor por algo novo vai ter mais condições de sair em vantagem. Vale destacar que o novo não significa necessariamente uma nova liderança, mas uma nova proposta, um novo jeito de fazer política. Fica a dica.

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