Feitas as contas das conquistas do Rede Sustentabilidade no Espírito Santo, o novo partido não foi além do prefeito da Serra, Audifax Barcelos – isso do ponto de vista partidário. Quanto aos interesses político de Audifax, atendeu plenamente ao propósito de conquistar uma sigla nova e de cara limpa, que tem como estandarte a ex-senadora Marina Silva.
E ao preço político de uma simples secretaria na sua prefeitura para quem segurava o Rede no Estado, na sua travessia tormentosa em busca da condição de partido político. Referência ao jovem Gustavo de Biase, solitária figura de comando no Espírito Santo dessa época de incerteza.
E que figura agora, com o Rede viabilizado, como uma espécie de pagem para que Audifax possa alcançar propósitos claros de absoluto controle político. A ponto de protegê-lo junto a Marina, quando ele realizou a perigosa manobra do ingresso do deputado Amaro Neto para jogá-lo nas eleições em Vitória, com propósito de mudar o seu rumo.
Em compensação, aquele que podia estadualizar o partido, pelo trabalho que realiza com o setor de educação, numa ação típica de desconstrução da política de poder do governador Paulo Hartung (PMDB), que é o caso deputado estadual Sérgio Majeski, o Audifax botou o pé na porta e não o deixou entrar.
Num mundo em que a política de poder se esgota, ela no Espírito Santo tem sobrevida, graças ao governador. Que, no entanto, se acha exposta para atitudes como as tomadas por Majeski.
Livre da companhia do Majeski, Audifax tem condições duradora no Rede. Caso se reeleja na Serra e até na hipótese de uma derrota por lá. Pois sem ninguém do bom porte político dele no partido, nada o atropelará. Além do mais, Audifax, como PH, sempre se safou nessa de mudar de partido. Na sua curta história política, já é a quarta vez.
Fechadas as portas da Rede para o Majeski, não há, pelo menos não vislumbro, outro partido que possa acolhê-lo nessa sua marcha voltada em favor da organização popular que tanto teme Hartung, mas que Majeski só teria condições em um partido como o Rede.
Fora, ainda, a possibilidade de o governador Paulo Hartung, como aventou recentemente, mudar do PMDB para o PSDB. E fora o Majeski, as últimas eleições não produziu outro de mesmo perfil. É bom para PH, como também para o próprio Audifax, e mau para a democracia capixaba.