Sexta, 17 Setembro 2021

Reforma já!

Essa semana, entidades da sociedade civil organizada apresentaram na Câmara dos Deputados, em evento com deputados e senadores, um conjunto de propostas para reforma do sistema político do país. As mesmas entidades foram responsáveis pela proposta que criou a Lei da Ficha Limpa. Para conseguirem colocar a proposta para tramitar, precisam de 1,5 milhão de assinaturas e a mobilização já começou.



Um dos pontos da proposta é o financiamento público de campanha, que tiraria a classe política com mandato das mãos dos grandes grupos empresariais. Depois do pleito de 2010, o Valor Econômico fez uma matéria bem ampla para mostrar o que realmente representa o financiamento privado de campanha. Pelas doações, os grupos econômicos tutelam seus deputados e senadores. Daí surgem os projetos que são de interesse das empresas.



Outro ponto que vale destaque na proposta das entidades é a ampliação da participação popular na vida política. O tema parece abstrato, mas tem indicações bem realistas. A reforma política iria nesse sentido muito além do processo eleitoral, visa a ampliar o espaço de participação democrático direta, por exemplo, com o aumento de referendos e plebiscitos.



Essa mobilização chama a atenção porque convida a população a participar efetivamente da vida política do País em vez de se colocar como mera expectadora das decisões institucionais. Hoje, ao eleger um parlamentar ou um representante no Executivo, a população lava as mãos sobre as decisões que afetam direta ou indiretamente suas vidas.



Esse afastamento da população contribui significativamente para os escândalos de corrupção, os desmandos, a falta de políticas públicas e, consequentemente, para o agravamento dos problemas sociais dos quais o País está repleto.



Ao eleger um político, a população coloca um representante no sistema institucional, mas isso não justifica ficar em casa reclamando do governo e dizendo que política não presta. Se a população acha que a situação está ruim, esta é a oportunidade de pressionar o Congresso Nacional a realizar as mudanças que a população tanto deseja.



Para saber mais acesse o link para o site das entidades e conheça a plataforma dos movimentos sociais pela reforma política.

 

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