Terça, 24 Mai 2022

Responsabilidade para gerenciar o tempo da melhor forma

Nós cidadãos que sobrevivemos até aqui, precisamos gerenciar nosso novo ano, planejar nossas ações, considerar nossa estratégia, nossos objetivos, dentro de prioridades, ações e o melhor modo de realizar nossos desejos, para atender as necessidades e interesses individuais e coletivas, com urbanidade, cidadania, dentro de um sistema democrático num ano de muitas escolhas e muitos desafios.

Iniciar este novo ano é ter a responsabilidade de gerenciar o nosso tempo da melhor forma, segundo nossos desejos, interesses e necessidades, afinal temos todo um ano de vida pela frente, com 12 meses e 52 semanas, que já se vão. 

O conhecimento que desenvolvemos na sociedade nos leva a definirmos um plano de ações, dentro de nossas prioridades, onde cada sujeito presidindo suas ações, escolhe o que realizar dentro de uma linha de tempo, onde organizamos nossas prioridades, coordenamos as responsabilidades, controlamos o custo-benefício, realizamos as operações necessárias, avaliamos os resultados e retomamos o plano diariamente para alcançarmos o que desejamos. 

Todo nosso plano de vida para o ano é definido dentro de uma linha de tempo que a cada ano vai de janeiro a dezembro, do dia 1º ao dia 31, segundo cada mês no nosso calendário atual, o calendário gregoriano, um calendário solar que conta os anos em meses, semanas e dias, baseado nas estações do ano, que foi criado na Europa em 1582 pelo então Papa Gregório XIII. 

O calendário é um sistema para organizar, agrupar e dividir o tempo, em horas, dias meses e anos para conseguirmos contá-los e termos uma referência para nos orientar na linha de tempo de nossa vida. A palavra calendário significa o livro das calendas, do latim "calendarium". Calendas eram o primeiro dia de cada mês no calendário romano. Não existia o termo "calenda", no calendário grego, portanto quando os romanos se referiam às "calendas gregas", falavam de modo jocoso de uma data que não existia, como o nosso "dia de são nunca". 

Em seus planos de vida, numa determinada linha cronológica sequencial, cada ser humano busca conseguir gerenciar, medir, administrar e controlar o tempo, que para a filosofia é um conceito construído pelo ser humano, para tentar compreender melhor as suas dimensões lineares que conseguimos observar na vida. 

Santo Agostinho (354-430), filósofo, escritor, bispo e importante teólogo cristão do norte da África, afirma que o tempo é algo subjetivo e se divide em: o presente das coisas passadas - a história; o presente das coisas futuras - nossos desejos ainda não realizados; e o presente das coisas presentes - a nossa realidade.Santo Agostinho nos lembra da dificuldade do ser humano tratar este conceito tempo pois não podemos apreendê-lo, ele nos escapa sempre, não conseguimos medi-lo e não conseguimos percebê-lo, percebemos o dia passando e então conceituamos o ontem, o hoje e o amanhã.

Em Platão, (427-347 a.C.) um filósofo grego, aprendemos que há um dualismo entre um mundo que buscamos compreender e um outro mundo, no mesmo espaço, que apenas sentimos, percebemos e com isso temos a noção desta aparência mutável e perecível do tempo e percebemos que há uma essência contínua e imutável do tempo e temos a sensação da eternidade.

Nós seres humanos, cidadãos ou não, sujeitos ou objetos de alguns sujeitos, utilizamos para gerenciar o tempo, o sol como referência central e o movimento a terra em torno dele, o que convencionamos ser um ano para cada círculo completo, o movimento de translação e o movimento da Terra sobre seu próprio eixo, resolvemos chamar de dia e noite, onde seu giro de rotação completo dura 24 horas, assim temos algumas referências para nos orientar.

É importante que cada cidadão e cidadã, ao iniciar um novo ciclo faça um plano de vida, para gerenciar o tempo da nova etapa. Este plano pode ser de curto prazo, de médio prazo ou até de longo prazo dentro das expectativas de cada um e pode tratar das necessidades e interesses individuais e ou coletivas, lembrando que o coletivo é formado por vários indivíduos que se estiverem bem contribuem mais, se estiverem com muitas faltas terão mais dificuldades de contribuir para o bem comum, pois as necessidades falam muito alto em nossas mentes e corações.

Considerando os diversos eventos que estão acontecendo e que irão acontecer neste ciclo, precisamos definir o que é estratégico para alcançarmos nossos objetivos com os resultados esperados enquanto cidadãos e enquanto sociedade, cuidando do bem comum coletivo.

Devemos refletir e debater sobre os melhores meios a serem utilizados por cada indivíduo e pela sociedade para atender nossas necessidades e nossos interesses, os melhores métodos, as melhores formas dentro de nossos limites e potencial.

Definidos nossos objetivos estratégicos, devemos definir nossas ações necessárias, dentro de um prazo limite, com os responsáveis envolvidos, nós mesmos ou nossos iguais mais próximos, com quem nos identificamos pela unidade de pensamentos e ações para a realização dos objetivos de interesse comum. 

O ano de 2022 exige de nós a busca de mais conhecimento, de mais ciência, de mais técnicas e novos métodos para organizar nossas vidas - pessoal e coletivas, para que possamos coordenar nossas ações e controlar a utilização de nossas energias, sempre avaliando o resultado na direção do alcance da realização de nossos desejos, nossas necessidades e interesses coletivos.

2022 exige de nós mais democracia, mais cidadania, mais respeito a toda forma de vida e mais dignidade para todo o ser humano, que ainda vive neste planeta. Que nossos planos sejam realizados por nós e pelos nossos semelhantes neste novo ciclo de tempo de muitos desafios e escolhas. 

O bem-estar de nossa sociedade só será construído por nós mesmos, pelas nossas ações.

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Comentários: 5

Lilian em Segunda, 17 Janeiro 2022 19:17

O planejamento para 2022 deverá ser bem apurado, principalmente para salvarmos o nosso Brasil. Boa análise.

O planejamento para 2022 deverá ser bem apurado, principalmente para salvarmos o nosso Brasil. Boa análise.
José Carlos em Segunda, 17 Janeiro 2022 19:20

Em 2022 não podemos perder de vista nossa responsabilidade com o bem comum. Parabéns pela importante reflexão.

Em 2022 não podemos perder de vista nossa responsabilidade com o bem comum. Parabéns pela importante reflexão.
JORGE LUIZ DAVEL em Segunda, 17 Janeiro 2022 22:36

Bom texto! Uma reflexão necessária a nossa existência neste ano de 2022 cheio de grandes desafios para recuperarmos o tempo perdido!

Bom texto! Uma reflexão necessária a nossa existência neste ano de 2022 cheio de grandes desafios para recuperarmos o tempo perdido!
Miguel Antônio Madeira em Terça, 18 Janeiro 2022 18:14

Importante reflexão. Que nesse planejamento caiba o outro, as prioridades individuais e coletivas e nesse tempo o olhar crítico sobre o egoísmo, o individualismo faça com que sejamos mais sensíveis a tudo que nos rodeia.

Importante reflexão. Que nesse planejamento caiba o outro, as prioridades individuais e coletivas e nesse tempo o olhar crítico sobre o egoísmo, o individualismo faça com que sejamos mais sensíveis a tudo que nos rodeia.
Eliane Coelho em Sábado, 22 Janeiro 2022 16:56

Belíssima matéria, abordou um assunto total necessário para os dias atuais. Cabe, a compreensão de cada indivíduo tomar as rédeas do seu tempo das suas 24horas e planejá-la para o seu melhor futuro. Planejá-la para o seu melhor futuro bem estar

Belíssima matéria, abordou um assunto total necessário para os dias atuais. Cabe, a compreensão de cada indivíduo tomar as rédeas do seu tempo das suas 24horas e planejá-la para o seu melhor futuro. Planejá-la para o seu melhor futuro bem estar
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