Gosto amargo na boca que chegou a partir da derrota da Seleção Brasileira para o time da Alemanha. E agora?
A realidade é que a Copa do Mundo de futebol acabou, que a nossa seleção não levou a taça, que não teremos mais aqueles “feriados” para torcer e que ainda, ficaram as contas extras com as compras da televisão nova, das bandeiras, camisas, vuvuzelas, fogos de artifício, com as comemorações nos jogos, e sem falar, que para alguns, com os caros ingressos. Tudo com o “padrão FIFA”.
É bem provável que durante a Copa você tenha consumido mais comida, mais bebida, mais produtos e, com isso, tenha gastado mais. Enquanto isso, a indústria, o comércio, o setor de serviços, somaram prejuízos com as horas de trabalho paradas. Mais gastos de uns e redução na receita/prejuízo de outros… Essa conta ainda não fechou.
Engordamos o corpo, influenciamos o bolso, inflamos por um tempo o orgulho e caímos na real.
Se o fato de o dinheiro, para aqueles que já “andava curto”, não tiver sido motivo suficiente para abafar o otimismo e as ações motivadas pela típica impulsividade, alegria e emoção do povo brasileiro… As contas extras estão chegando e terão que saldá-las. Como fazer agora?
É hora de aplicar o ditado: “dia de muito, véspera de nada”, o que agora precisa ser introjetado como um mantra durante um tempo.
Não se arrependa daquilo que fez, porque de alguma forma te fez vibrar, sonhar, socializar, mas pare, pense, reveja as contas e trace estratégias necessárias para controlar a situação o mais rápido possível e, sem sofrimento. Corte gastos, começando pelas despesas extras. Reduza as despesas, “aperte o cinto”, para evitar o risco de enfrentar dificuldade ou descontrole financeiro. Derrapadas são naturais, mas não devemos perder as rédeas das nossas finanças.
Derrota em campo, mas de olho no bolso, para que a tristeza de agora não fique ainda mais frustrante e fora de controle adiante.
Títulos são temporais mesmo. Fomos por cinco vezes a melhor seleção de futebol do mundo. Assimilando a derrota, então, voltemos a cuidar da educação, da saúde, da segurança, da política do nosso país e, principalmente, do nosso bolso. O Brasil não se reduz a um time de futebol!
Fica a lição de que um time que treina com planejamento, determinação, disciplina e método têm mais chances de ganhar do que aqueles que apostam suas fichas nos talentos individuais e na emoção.
E daqui a quatro anos terá outra Copa e mais sonho com o “hexa”.
Ivana Medeiros Zon, Assistente Social, especialista em Saúde da Família e em Saúde Pública,Educadora Financeira, membro da ABEF – Associação Brasileira de Educação Financeira, palestrante, consultora, colunista do Portal EduFin www.edufin.com.br
https://sites.google.com/site/saudefinanceiraivanamzon/