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Sábado, 24 Outubro 2020

#revolta

Desde a eleição de Marcos Feliciano (PSC-SP) para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, uma enxurrada de protestos tomou conta das redes sociais. Antes disso, com a chegada do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado, muita gente tem encontrado uma forma bem útil de se unir e mostrar seu posicionamento político.



Pelo Twitter e pelo Facebook, os insatisfeitos, e são muitos, marcam encontros, atos públicos, compartilham informações e organizam listas de assinatura para tentar rever as situações que consideram contrárias à vontade popular.



Pelo Twitter, com a famosa hashtag, caracterizada pelo símbolo #, os internautas colocam em destaque o tema polêmico por meio de palavras-chave. No Facebook os compartilhamentos fazem o papel de espalhar as informações e agregar os interessados nos temas, geralmente acompanhados de imagens e provocações, ora engraçadas e provocativas, ora sérias e indignadas.



Nessa quarta-feira (13), pouco tempo depois da escolha do novo papa, uma inundação de informações sobre seu passado e de depoimentos a favor e contra a escolha do argentino "invadiu" as redes sociais.



No último fim de semana, também via redes sociais, muita gente insatisfeita com a escolha de Marcos Feliciano organizou protestos em várias capitais do País, inclusive em Vitória. Sem falar na lendária manifestação que reuniu cinco mil pessoas nas ruas de Vitória em 2011 para discutir a questão do transporte público e em favor do passe livre. Tudi articulado nas redes sociais.



Talvez a capacidade dessas ferramentas na mobilização política ainda não tenha sido totalmente explorada. Falta que essa #revolta vá para as ruas. Os elementos que causam indignação estão aí. A insatisfação é conhecida e amplamente compartilhada. Mas a classe política ainda é conservadora e não acredita nos protestos virtuais como forma mobilizadora. Muitas vezes ignoram até os protestos do mundo real.



O que falta é pegar o que une os insatisfeitos e transformar isso em ações populares que realmente criem efeito, como a que derrubou Fernando Collor de Melo da presidência na década de 1990.



A eleição de Marcos Feliciano, as mazelas que assombram o Espírito Santo na área de segurança e o desmantelamento da classe política capixaba abrem um espaço para que essa mobilização virtual se torne real. As palavras de ordem já foram colocadas, falta agora fechar o punho e marchar.

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