Correu como um rastilho de pólvora, principalmente nas redes sociais – que é o melhor local para se espalhar burburinho –, um comentário sobre a possibilidade de, em caso de cenário muito árido, o tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas desistir de disputar a eleição a prefeito de Vitória. Pela mesma rede social, correu também o contra-ataque, com um aliado do ex-prefeito dizendo que em reunião com oito partidos, o vice do tucano teria sido escolhido.
Boatos à parte, a pressão que vem do grupo de Luiz Paulo para que o governador Paulo Hartung (PMDB) conserte a confusão que criou ao incentivar as candidaturas de Amaro Neto (SD) e ao não brecar a de Lelo Coimbra (PMDB), ainda lá no início das articulações. O tucano quer também que o governador limpe o campo para que sua candidatura possa receber o apoio concentrado do Palácio Anchieta.
Se não for assim, o risco para Luiz Paulo é muito alto. Ele vem de sucessivas derrotas (2010, 2012, 2014) e mais uma pode comprometer seriamente o futuro político do ex-prefeito de Vitória. Se vencer o processo eleitoral, o tucano sai muito fortalecido, mas se perder, pode ser o fim do caminho.
E no cenário que se desenha, as chances de derrota devem ser consideradas. Ele pode sofrer uma nova derrota para o prefeito Luciano Rezende (PPS), pode perder para o novato Amaro Neto (SD) e pode ainda assistir à ida dos dois para o segundo turno e ficar de fora da disputa. E aí, realmente, é melhor se preservar e não disputar a eleição.
Por enquanto, o que se vê é um Luiz Paulo focado, buscando se fortalecer com os partidos, andando pelos bairros e conversando com as comunidades. Mesmo com o dever de casa, o caminho para que Luiz Paulo volte a comandar Vitória passa também por um mecanismo que o governador sempre usou muito bem, de limpeza do campo eleitoral, antes de o processo começar, mas que desta vez, parece não ter condições de executar.
Fragmentos:
1 – O deputado Hércules Silveira (PMDB) parece estar animado com a disputa eleitoral em Vila Velha, sim e acredita que vai conseguir consolidar a movimentação do bloco de nove partidos em torno de seu nome para a disputa.
2 – Sempre comedido, o deputado afirma que não tem nada contra Neucimar Fraga (PSD) ou contra o prefeito Rodney Miranda (DEM), mas que essas lideranças já foram experimentadas e que é hora de mudar o perfil da gestão.
3 – O deputado também parece confiante que vai mesmo fechar a surpreendente aliança com os Mauro, conhecidos por não apoiarem ninguém de fora de seu grupo político.

