
O prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), quer porque quer limpar ao máximo o campo eleitoral da disputa deste ano, para encarar no máximo dois candidatos e, assim, eliminar riscos em sua tentativa de reeleição. Mas a missão não parece fácil. Dos principais nomes cotados até agora, o mercado político considera “dominada” a candidatura do deputado estadual Bruno Lamas (PSB), que tem a mãe Márcia Lamas na equipe de Audifax, e já há comentários de que o PT não deverá apresentar candidato. Ponto. No caso de Vidigal, dor de cabeça antiga do prefeito, os bastidores sabem que há conversas nesse sentido por meio do governador Paulo Hartung (PMDB), com base em ofertas de acordos futuros e no convencimento do desgaste da polarização Audifax versus Vidigal, mas não se convencem de que o deputado federal abrirá mão de tentar recuperar o comando da prefeitura. O mesmo ocorre em relação ao ex-deputado estadual Vandinho Leite (PSDB). Além da necessidade de Vandinho retomar um mandato depois da expressiva votação que teve à Assembleia Legislativa, o projeto da Serra é uma das prioridades da executiva nacional do ninho tucano de apresentar candidatos nas principais cidades brasileiras. Quer dizer, se restarem Vidigal e Vandinho, o que Audifax resolve dos seus problemas eleitorais? Nadica de nada.
Então, tá!
Por falar em Bruno Lamas, ele recorreu ao Facebook para tratar como falsa a informação de que ele não assinou o requerimento de Gilsinho Lopes (PR) para criação da CPI do Pó Preto. Aí, para “provar”, publicou sua assinatura no requerimento não de Gilsinho, mas do deputado estadual Rafael Favatto (PEN), que puxou a manobra palaciana que tirou a comissão das mãos do republicano no ano passado. São dois movimentos diferentes.
Então, tá II!
Lamas diz, ainda, que “cedeu” seu lugar como integrante da comissão a Gilsinho, mas esqueceu de lembrar que, na verdade, o republicado só entrou depois de muita pressão popular e críticas aos deputados financiados pelas poluidoras Vale e ArcelorMittal que integrariam a comissão. Um deles, o próprio Bruno Lamas.
Então, tá III!
Outro dia Bruno Lamas usou o mesmo Facebook para rasgar elogios ao Escola Viva e jurar que votou a favor do programa de marketing do governo Paulo Hartung. Contra tudo o que foi divulgado na época, inclusive em entrevistas gravadas do deputado.
Me engana…
O cancelamento por Hartung das licitações de implantação do BRT e do estudo para construção da ciclovia na Terceira Ponte, me fez lembrar suas promessas de campanha. Hartung anunciou por mais de uma vez a mobilidade urbana como prioridade de sua gestão, dizendo que a cidade não foi feita para carros e que o pedestre e os ciclistas precisam de locais seguros para transitar. Como dizem por aí: Deus está vendo!
Me engana II…
O mesmo aconteceu em relação ao pedágio da Terceira Ponte. Na campanha, Hartung anunciou aos quatro cantos que o pedágio era “página virada na história do Espírito Santo”. O pedágio aumentou, antes mesmo da conclusão da auditoria, e cadê o governador?
Protegida
A propósito, é inadmissível que a concessionária Rodosol lucre tanto às custas dos capixabas e não invista o mínimo de sua obrigação. Como assim as câmaras não registraram o que aconteceu com o bombeiro Arthur Lamborghini Ferreira? Por que não se discute a implantação das telas, considerando os inúmeros casos de mortes no local? Tudo por economia. O que importa é dinheiro no cofre.
Democracia?
O perfil Coletivo Olhar Capixaba do Facebook publicou nesta sexta-feira (12) uma resposta do secretário de Meio Ambiente de Vitória Luiz Emanuel Zouain (PPS) a uma crítica feita a ele (foi chamado de politiqueiro na questão do combate à poluição do ar). Olha na próxima nota…
Democracia II?
“Como você é um imbecil sem face, eu não te responderei à altura. Contudo, contente-se com o IMBECIL, ainda que eu saiba que é pouco para com covardes da sua espécie”. São as palavras atribuídas a Luiz Emanuel na página.
Democracia III?
Para o Coletivo, o secretário foi arrogante e perdeu a linha. Eu acho é mais. Primeiro: alguém que responde por um cargo público, não só pode como dever ser fiscalizado e criticado. Segundo: nada justifica, é baixaria. Quem não aguenta o trote, não monta o burro.
Ah, um semancol!
Alô, alô, prefeitura de Vitória, chega de encher as caixas de e-mail com informes semanais velhos. Desde essa quinta-feira (11), são vários e exatamente iguais. O pior: o assunto ainda é a programação do Carnaval na Capital entre os dias seis a nove. Não é possível!
Nas redes
“Iema [Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos] diz que não identifica poluição nas praias de Vitória (???) – como assim Iema?”. (Ninja ES – no Facebook).
PENSAMENTO:
“O que não posso, porque não tenho esse direito, é calar-me, seja sob que pretexto for”. Francisco Sá Carneiro

