Ao “sair” do processo eleitoral de Vitória sem nunca ter entrado, o deputado Sérgio Majeski (PSDB) se coloca em um patamar bem diferenciado no cenário político do Estado. Majeski sai por cima e dá prova da coerência que tem sido sua marca na curta carreira política – um ano e meio de mandato na Assembleia.
Com a saída de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) da corrida à prefeitura de Vitória, o nome de Majeski poderia ser uma solução par ao PSDB para manter o partido na disputa com o mesmo nível de qualidade no palanque. Mas também havia outras coisas em jogo.
Havia aí também quem enxergasse na candidatura de Majeski uma chance de eliminar o foco de resistência na Assembleia à submissão ao governo do Estado, além de pega-lo no pulo, oferecendo uma oportunidade para ele cair em contradição, fazendo com que ele abandonasse o mandato no meio, caso fosse eleito prefeito, prática que o deputado sempre criticou. Majeski, porém, manteve a coerência e ficou onde está e está bem, diga-se.
Independentemente das intenções dos caciques do partido, é inegável que o ninho tucano reconhece a importância de seu quadro político. O deputado, que chegou a Assembleia com pouco mais de 12 mil votos, sendo cerca de 5,5 mil em Vitória, mostrou competência para realizar o trabalho para o qual foi eleito, se disputasse a eleição em Vitória teria certamente um desempenho bem superior a esse retrospecto.
A movimentação em torno de Majeski com o reconhecimento do partido serve como exemplo para os outros deputados. É possível fazer um trabalho de qualidade na Assembleia, sem se sujeitar aos desejos palacianos e ainda aumentar seu capital político. A base de Majeski hoje é forte e consolidada no Estado todo, graças à sua coerência e a não submissão ao Executivo.
Seu posicionamento o credencia para o futuro e mostra o que realmente se espera de uma liderança que coloca como “nova”, no sentido de apresentar uma forma diferente de atuar, mesmo que isso signifique pegar o caminho mais difícil.
Fragmentos:
1 – Com a saída de Luiz Paulo e a não entrada de Majeski, há quem defenda no partido o apoio à candidatura de Lelo Coimbra (PMDB), pelo menos garantiria uma chapa forte à disputa. Até porque com Ricardo Ferraço seria um recuo de sua liderança de maior brilho e com Wesley Goggi a coisa vai ficar complicada.
2 – O prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede) ganhou nessa terça-feira (26) o apoio oficial de três partidos para o seu palanque à reeleição: os representantes do PV, do PP e do PTC gravaram vídeos declarando o apoio.
3 – A convenção do PTC de Linhares, no norte do Estado, que vai lançar a candidatura da deputada estadual Eliana Dadalto à prefeitura de Linhares, norte do Estado, será no próximo dia 31 de julho.

