E fala! No que mais eles ainda podem nos surpreender? Talvez, em um futuro próximo ou distante, tenhamos computadores que pensem por nós, porque até agora, é só mesmo o que nos falta – um computador pensante, ao invés de apenas obedecer ordens. Enquanto esses não chegam, falamos nós com eles, que o comando de voz está aí mesmo. E nos vingamos da nossa dependência crônica falando mal deles.
Certo ou errado? Agatha Christie, lá pelos idos de 1969, no livro A noite das bruxas, escreveu, “Sei que existe um provérbio que diz que errar é humano, mas um erro humano não é nada comparado com o que um computador poderia fazer, se tentasse”. Quem erra mais, nós ou eles? Em 1943, Thomas Watson, diretor da IBM, disse, “Creio que há um mercado mundial para talvez 5 computadores”. E em 1981, Bill Gates não errou por menos, “640 bites de memória são mais que suficientes para qualquer pessoa”.
“Tom Jermoluk também errou feio: “Esqueçam o UNIX – em cinco ano já estará acabado”. Em 1965, as poderosas AT&T, General Electric e o Instituto de Tecnologia de Massachussetes se uniram para desenvolver um sistema operacional. As coisas não correram bem e a AT&T saiu do projeto, achando que não daria certo. Hoje, o UNIX, tem mais de quarenta sistemas operacionais rodando, de celulares a supercomputadores, de relógios de pulso a sistemas de grande porte.
Na guerra entre livros e computadores, Ray Bradbury – que recusou ver seus livros publicados online – disse, “Tudo que o computador pode lhe dar é um manuscrito. Ninguém quer ler manuscritos. Queremos ler livros. Livros cheiram bem. Têm boa aparência. Você pode apertá-los junto ao peito. Pode carregá-los no bolso”. Mas tem gente que acertou. “Relaxe, eles são apenas Uns e Zeros”, disse Edsger W. Dijkstra. E Joseph Campbell, no documentário “O poder do mito”, 1988, disse, “Os computadores são como os deuses do Velho Testamento, muitas regras e nenhuma piedade”.
E temos ainda os que acham graça em qualquer desgraça: “Meu primeiro filho vai se chamar 0123456789, porque quero que ele aprenda a contar antes de aprender o alfabeto. Meu segundo filho vai se chamar 01, porque quero que ele comece bem cedo a entender os computadores”, disse Jarod Kintz. “Tem dez tipos de pessoas no mundo: os que entendem os numerais binários e os que não entendem”, disse Ian Stewart.
Os pessimistas: Nas grandes empresas, havia sempre o receio de que alguém, em algum lugar, estivesse se divertindo com um computador no horário de trabalho. As redes sociais vieram aliviar esse medo”, John Dvorak. Issac Asimov disse, “Não tenho medo de computadores. Tenho medo da falta deles”. Dave Barry disse, “Não sou a única pessoa que usa o computador principalmente com o propósito de lidar com meu computador”.