Seguindo os passos do governador Paulo Hartung (PMDB), os secretários do governo também têm saído de seus gabinetes. Até mesmo Rodney Miranda (DEM) que já desistiu de ser popular e simpático durante a gestão à frente da prefeitura de Vila Velha, não sai da estrada. Na mesma linha, o economista “durão”, Haroldo Rocha, também vem tentando faturar popularidade com o “oásis” da educação, o Escola Viva.
Com as expectativas de aumento do Orçamento para 2018, a expectativa é de que o próximo ano, que será eleitoral, tenha recursos para que tanto o governador quanto seus aliados possam entregar mais que promessas para as bases. O problema é que é muita gente para pouco espaço. Nunca Hartung teve um secretariado com perfil tão político. Isso sem falar nos deputados estaduais e federais aliados, que lutam para se manter no mandato.
Ao que parece, Hartung está soltando no campo todas as lideranças possíveis para que ocupem os espaços e tentem se viabilizar para 2018. Quem chegar no período eleitoral com melhores condições disputará. Caso o sistema político mude mesmo – e tudo indica que vai mudar –, haverá uma seleção natural. Só os fortes sobreviverão e todos eles vão ter de trabalhar muito para garantir sua porcentagem de capital para o governador Paulo Hartung.
Ao chegar ao governo, Hartung adotou uma política de austeridade, que serviu para dois propósitos: o primeiro, de descredenciar seu antecessor Renato Casagrande (PSB). Além disso, Hartung, negando sobretudo as demandas dos servidores e deixando de fazer obras em seus três primeiros anos, conseguiu um bom colchão que vai garantir recursos suficientes para fazer entregas no ano eleitoral.
Até abril, o governador deve fazer muitas visitas Estado adentro, assinando ordens de serviço, fazendo entregas de obras e levando com ele um séquito de lideranças que serão fortalecidos por esse cenário e vão fortalecer o palanque do governador à reeleição.
Enquanto atrai cada vez mais lideranças para circular o Estado com ele, Hartung desidrata qualquer possibilidade de ter um grupo forte do outro lado do ringue que impeça sua reeleição e a eleição de seus aliados na disputa do próximo ano. No fim das contas, parece que a estratégia do governador está dando certo.
Fragmentos:
1 – Há uma pressão entre os correligionários do deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) para que ele desça um degrau, ou seja, que dispute a eleição de deputado estadual. O deputado confirmou a movimentação como um desejo dos aliados ao jornal Tempo Novo, mas diz que isso não está nos planos para 2018.
2 – Ainda segundo o jornal, a ideia dos que defendem a ida de Vidigal para a Assembleia é fortalecer o partido no Legislativo Estadual, mas é difícil visualizar o deputado mais votado na disputa a federal em 2014, disputando a Assembleia. Ainda mais com o distritão chegando.
3 – Tem foto circulando do deputado federal Evair de Melo (PV) com a ficha de filiação do DEM na mão. Assina ou não assina?

