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Segundo turno?

O governador Paulo Hartung (PMDB) tem feito uma série de movimentos silenciosos nos municípios que lhe interessam politicamente, no sentido de limpar o campo para seus aliados poderem disputar a eleição com tranquilidade e lhe conferirem mérito pelas vitórias. 
 
A estratégia de Hartung parece ser a de antecipar o jogo para não ter que subir nos palanques em 2016 – até porque a experiência de 2012, quando ele apostou suas fichas em Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), em Vitória, foi desastrosa. Como cabo eleitoral, Hartung não se saiu bem e a possibilidade de ele chegar desgastado ao pleito do próximo ano ainda é muito grande. 
 
Mas isso não o impede de chamar para a batalha de bastidores seu principal adversário, Renato Casagrande (PSB). Este também está em campo, tentando criar, com o que sobrou de seu partido, palanques competitivos para sair com vitórias significativas de 2016. 
 
Com um plantel de capilaridade incerta, o ex-governador vai apostar suas fichas em nomes que ele considera aliados, como o prefeito de Vitória Luciano Rezende (PPS) e o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede). Neste caso, o risco de Casagrande é de estar confiando demais. Pode tomar um revés, acreditando na fidelidade de lideranças que hoje buscam uma aproximação com o governador Paulo Hartung
 
O clima político em que vai se desenrolar a eleição do próximo ano, porém, faz o mercado questionar se é mesmo uma boa ideia as lideranças estaduais se colocarem no campo de batalha. Evidentemente, que a disputa municipal sempre foi um excelente exercício para a disputa estadual, mas isso pode trazer desgastes também. São apostas altas. 
 
Hartung tem comprado uma briga com a comunidade escolar que pode fazer com que ele perca popularidade intensamente. Ele ficará exposto à cobrança nas bases. Por isso, pouca gente acredita que  o governador irá para a rua na campanha eleitoral. 
 
O caso de Casagrande é contrário. Não disputaria a eleição em Vitória para garantir esse importante espaço político e se manter vivo no imaginário do eleitor para 2018? É verdade que a desenvoltura de Casagrande na rua é melhor que a de Hartung, mas o jogo de bastidores vai trazer o resultado esperado? E Hartung, se sair chamuscado da briga com a comunidade escolar, vai ser bem-vindo nos palanques dos aliados ? 

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