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Sexta, 30 Outubro 2020

Segurança Pública e eleições

As eleições municipais estão a todo vapor e os pré-candidatos já colocaram seus "desfiles" nas ruas, contudo, um detalhe em especial tem chamado a atenção neste início de pleito: os postulantes a prefeito têm falado pouco, alguns nada, sobre Segurança Pública e, principalmente, em relação à instituição que tem o dever de zelar por este assunto, a Guarda Civil Municipal de Vitória (GCMV).

Desde sua criação, em dezembro de 2003, a GCMV tem crescido enquanto instituição pública e, atualmente, após atualizações de legislação tanto municipais quanto federais, tornou-se a principal defensora do povo vitoriense. Nesse ínterim, torna-se nítido que com uma melhor gestão e investimentos, pode crescer ainda mais e assumir o protagonismo no policiamento preventivo na Capital do Estado.

Após a publicação do Estatuto Geral das Guardas Municipais, esta recebeu competências diversas que podem contribuir diretamente na Segurança Pública, por exemplo, o Policiamento Comunitário, que além de promover uma maior sensação de segurança ao cidadão, possui forte potencial inibidor de atos traumáticos que podem ser irreparáveis e marcar toda uma vida. Exemplo claro disso, foi a invasão a um apartamento na Praia do Canto por uma pessoa em situação de rua, na qual o morador teve que tirar a vida do invasor a fim de preservar a própria e de sua família. Certamente esse cidadão teve sua vida marcada por um fato que podia/pode ser evitado, com a polícia de proximidade, por meio de agentes de Segurança Pública que teriam contato direto com moradores e comerciantes, criando uma rede de contatos com zeladores e porteiros. Com isso, além de todo dever legal, teria um dever moral de defender aquela sociedade que se tornou parte.

Ademais, a municipalidade ainda tem o dever de manter parques em perfeitas condições de uso e não é isso que observamos atualmente, visto que são usados para consumo e alguns até para venda de drogas. Esses espaços públicos são de grande importância para o bem-estar do capixaba, entretanto, tem sido tomado por marginais, que assombram aqueles que querem fazer bom uso desses locais. Até as praças têm se tornado ambientes frequentados por usuário de drogas e por falta de prevenção. Assaltos têm feito parte do cotidiano local, impedindo assim o lazer da família vitoriense. A GCMV pode atuar com policiamento orientado para o problema, identificando locais com reincidência de fatos criminosos e atuando com prevenção ativa, para anular a atividade criminosa na origem e garantir paz e harmonia para tais ambientes, hoje degradados.

Outrossim, pode-se falar também da atuação na orla, local de encanto e beleza, esquecida por nossas autoridades. Há quanto tempo não vemos uma bicicleta patrulhando pelo nosso calçadão e uma equipe trazendo segurança para aqueles que desejam um pouco de tranquilidade após exaustivas horas de trabalho e decidem ir à praia no período noturno? Ficamos tranquilos quando nossos filhos saem com amigos e se direcionam até a praia para um encontro de adolescentes?

Esses são pequenos exemplos dentro de um grande rol de competências que a Guarda Civil Municipal de Vitória pode atuar.

Não podemos deixar de mencionar o valor dos guardas civis, agentes de Segurança Pública, homens e mulheres que têm atuado diuturnamente em prol do bem-estar social e só não fazem mais por falta de condições. Podemos retomar a paz em nossa Capital e, para tanto, precisamos de direcionamento e objetivos reais.

Segurança Pública também é ação social, construção de ambientes seguros, iluminação e tantas outras atividades administrativas, no entanto, é impossível alcançar êxito na área sem a inclusão da Guarda Civil Municipal de Vitória na discussão.

Thiago Reis é especialista em Segurança Pública

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Comentários: 5

Gusmão em Quarta, 15 Julho 2020 16:51

Excelente abordagem! Importante evidenciar os problemas e fáceis soluções que circundam os munícipes.

Excelente abordagem! Importante evidenciar os problemas e fáceis soluções que circundam os munícipes.
Thiago Rodrigues em Quarta, 15 Julho 2020 18:15

É fundamental que tenhamos na Capital do Estado uma Guarda Municipal que seja um modelo de atuação dentro das suas prerrogativas legais.

É fundamental que tenhamos na Capital do Estado uma Guarda Municipal que seja um modelo de atuação dentro das suas prerrogativas legais.
Glauber Fonseca em Quarta, 15 Julho 2020 20:23

Boas ideias sendo apresentadas nessa coluna pelo “especialista em segurança pública” contudo, mesmo desconhecendo a formação do autor da coluna na mídia “Século Diário” é importante anotar que:
Talvez, esse tenha negligenciado que o tema “segurança pública” é complexo e requer mais que ideias utópicas, a exemplo das sugeridas na coluna.

O Brasil não é para amadores e aventureiros, quando o assunto vai para além de uma plano de governo de época em primaveras recorrentes.

Não se enganem!

Boas ideias sendo apresentadas nessa coluna pelo “especialista em segurança pública” contudo, mesmo desconhecendo a formação do autor da coluna na mídia “Século Diário” é importante anotar que: Talvez, esse tenha negligenciado que o tema “segurança pública” é complexo e requer mais que ideias utópicas, a exemplo das sugeridas na coluna. O Brasil não é para amadores e aventureiros, quando o assunto vai para além de uma plano de governo de época em primaveras recorrentes. Não se enganem!
Urso Bobo em Quarta, 15 Julho 2020 21:01

O Lobinho Solitário, aquele bem pretinho, surge das sombras e profere sua mensagem enigmática em um tom apocalíptico!

O Lobinho Solitário, aquele bem pretinho, surge das sombras e profere sua mensagem enigmática em um tom apocalíptico!
Jacques Mota em Sexta, 17 Julho 2020 11:09

Sim, excelente texto, só esqueceu de falar das periferias. O autor expressa sua preocupação demasiada com quem mora na Praia do Canto e na beira do mar. Enquanto isso, cidadãos violentos vestidos com uma farda dada pelo Estado, pisam nos pescoços de negros pobres nas periferias como a mostrar um código entre violentos. Temos que refletir sobre isso.

Sim, excelente texto, só esqueceu de falar das periferias. O autor expressa sua preocupação demasiada com quem mora na Praia do Canto e na beira do mar. Enquanto isso, cidadãos violentos vestidos com uma farda dada pelo Estado, pisam nos pescoços de negros pobres nas periferias como a mostrar um código entre violentos. Temos que refletir sobre isso.
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