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Sem aperto

 

Poucos meses após anunciar a intenção, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), entra em campo para aprovar seu projeto de securitização da dívida ativa do município, calculadas em R$ 1,8 bilhão. Na última sexta-feira (10), ele se reuniu com nove vereadores da Capital para explicar a matéria e, de quebra, já garantir alguns votos para a aprovação. A medida garante que o prefeito receba dinheiro em caixa, o que é uma jogada e tanto para um gestor candidato à reeleição, ainda mais diante de uma disputa que se desenha apertada. Ao transferir para uma empresa a dívida, Luciano trocará o R$ 1,8 bilhão por valores que podem ir de R$ 100 a 200 milhões, ou seja, quase 90% de deságio. A empresa já estaria escolhida: o Banco Pactual. Sob quais critérios, ainda não se sabe. A missão do prefeito, no entanto, pode não ser tão simples. Para passar na Câmara, o projeto precisa de quórum qualificado – dez votos de 15 ao todo. Se as ausências sentidas na tal reunião com os vereadores representarem voto contrário ao projeto, o prefeito estará perdido. Nada de caixa cheio e pé no acelerador.

Placar

Nos bastidores, a lista dos que não compareceram ao encontro é a seguinte: Serjão Magalhães e Davi Esmael, do PSB; Marcelão e Reinaldo Bolão, do PT; Luisinho Coutinho (SD), e Zezito Maio (PMDB).

Previsão

Em tempo: o projeto do prefeito deve chegar à Câmara logo, logo.

Mecanismo

Oficialmente, o poder público continua como titular da dívida ativa, com a prerrogativa de cobrar os débitos atrasados de contribuintes inadimplentes. Na prática, a receita que será obtida por meio das cobranças é usada para remunerar os investidores, a taxas generosas.

Críticas

A prática já ocorre em outros estados e foi motivo de contestação do Tribunal de Contas da União. O órgão considerou, em pareceres, que se trata de manobra para driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com risco à saúde financeira de estados e município.

Cachorro grande

Notícias da Rádio Corredor: o governador Paulo Hartung (PMDB) já colocou e sua linha de tiro o deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD).

Tudo em casa

Por falar em Hartung, não é à toa que os hartunguetes mais hartunguetes são exatamente os contemplados com cargos em conselhos, o que significa aumentos nos salários que podem chegar a quase R$ 7 mil a mais por mês, por apenas um dia de trabalho. Ou melhor: uma reunião.

Tudo em casa II

Os principais e já conhecidos de muitos outros carnavais: o secretário Paulo Ruy Carnelli, à frente disparado no ranking, com acréscimo de R$ 11.572 por mês; os secretários Robson Leite (Turismo) e João Coser (Desenvolvimento Urbano), com R$ 5.536; o subsecretário de Fazenda, Bruno Negris – R$ 6.740 -; e o presidente do Bandes, Luiz Paulo Vellozo Lucas, e o secretário de Segurança, Haroldo Rocha, com R$ 6.771 a mais.

Quem diria…

O senador Magno Malta (PR) estuda a possibilidade de migrar para o PSDB, de um de seus mais novos amigos, o vice-governador César Colnago, que vem a ser chegadíssmo de Hartung, ex-inimigo mortal de Magno.

Sem surpresa

A CPI da Sonegação de Tributos da Assembleia, como esperado, serviu de prato cheio aos presos na Operação Derrama nesta terça-feira (14). O ex-secretário de Finanças de Aracruz, Zamir Gomes Rosalino, chorou ao lembrar do episódio. E foi consolado. No final, sobraram novas críticas ao Tribunal de Contas.

Ah, o poder…

A entrevista concedida pela prefeita de Presidente Kennedy Amanda Quinta (SD) ao Fantástico, tentando explicar o inexplicável – o município que mais arrecada dinheiro dos royalties no País não oferece o mínimo a seus moradores – confirma o que circula por lá de que ela não vai largar o osso. Amanda se justificou colocando na conta do tio, o ex-prefeito Reginaldo Quinta.

Marca

A morte de Raquel Clemens, “a menina que desafiou o general Figueiredo”, traz à memória o fotógrafo e jornalista Guinaldo Nicolaevsky, que encerrou sua carreira em Vitória, onde morou e trabalhou até sua morte, aos 70 anos, vítima de um câncer de próstata. Depois de passar pelas principais redações do País, Guinaldo atuou em A Gazeta e, por último em Século Diário. Foi ele que registrou a imagem que correu o mundo durante a ditadura militar.

140 toques

“Para justificar o fato de não ter nenhum resultado a apresentar, recorreu [Paulo Hartung] mais uma vez à mentira de que deixamos o governo desorganizado”. (Renato Casagrande – PSB – no Twitter).

PENSAMENTO:

“Nunca negociemos sem medo, mas nunca tenhamos medo de negociar”. John Kennedy

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