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Sem casamento

Embora a Rede no Estado justifique o recuo na filiação ao partido do vereador de Vitória, Serjão Magalhães, nas articulações nacionais que unem a sigla idealizada por Marina Silva ao PSB, ao PPS – do prefeito Luciano Rezende – e ao PPL, o que inviabilizaria a candidatura dele em Vitória, nos bastidores, a história é outra. O pé na porta teria relação, para variar, com os interesses políticos do governador Paulo Hartung (PMDB). É que, por aqui, pelas mãos do prefeito da Serra Audifax Barcelos, a Rede está do lado oposto ao ex-governador Renato Casagrande (PSB). Melhor dizendo: mais fechada do que nunca com Hartung. Só que Serjão era do PSB e tem proximidade com Casagrande, que inclusive gostaria de também apoiá-lo na disputa. Foi exatamente aí que reinou a desconfiança sobre a relação dos dois. O casamento do vereador com a Rede, que parecia duradouro, “desandou” antes mesmo de subir ao altar.
Cerco
A estratégia segue a mesma linha do que tem feito Hartung para esvaziar o PSB, levando os prefeitos do partido para o PMDB ou outros partidos da base e, assim, acabar com os palanques de Casagrande. Até o final do ano passado, dos 22 prefeitos, a baixa já era de oito – cinco deles estão no PMDB. Já sobre a situação atual, confesso, perdi a conta.
Contra
Por falar em pé na porta, no PSDB, Michel Minassa Júnior foi uma das principais lideranças que resistiram aos assédios do vice-governador César Colnago aos deputados estaduais Gildevan Fernandes e Erick Musso para entrada no ninho tucano. Ele defendeu que o deputado Sérgio Majeski fosse preservado, ao invés de abrigar nomes em choque com ele, principalmente, Gildevan. Resultado: Gildevan e Erick foram para o PMDB.
Respingos
O prefeito de Vitória Luciano Rezende e seu aliado, vereador Fabrício Gandini, ambos do PPS, têm muito interesse na disputa (chapa três) pelo comando da Associação Comunitária de Jardim Camburi (ACJAC), bairro que representa um dos maiores colégios eleitorais da Capital. Em ano de eleição, então, mais ainda. Só que, primeiro, terão que driblar os bastidores. A atual gestão é alvo da campanha e tem crítica rolando para dar e vender. 
Tiroteio
Um dos candidatos mais combatentes ao prefeito é Evandro Figueiredo, da chapa cinco. Em vídeo e postagens nas redes sociais, ele questiona a tal mudança prometida por Luciano, até hoje “só falatório”, denuncia que a atual diretoria da associação é tomada por comissionados, e aponta descaso com o bairro que, segundo ele, gera R$ 300 milhões de impostos, que não se revertem em benefício aos moradores. 
Páreo
Quem também está nesta disputa é o ex-prefeito Hermes Laranja (Conselho Fiscal) e sua filha Morena Laranja (1ª tesoureira). Eles integram a chapa dois, que tem na cabeça José Carlos de Mendonça, e se apresenta como formada por moradores antigos e “que não possuem interesse em usar a associação como trampolim para serem vereadores”. Eles também criticam a atual diretoria da associação, por não fazer nada por Jardim Camburi.
Reação
Os vereadores de Vitória derrubaram, na sessão dessa quarta-feira (16), o veto do prefeito a um projeto de lei da Neuzinha de Oliveira (PSDB), que estabelece diretrizes para criação do programa Centro de Parto Normal-Casa de Parto. Ué, Luciano, médico, vetou por quê?
Sei…
O secretário de Meio Ambiente de Vitória, Luiz Emanuel Zouain (PPS), anunciou que seis – de nove ao todo – pontos da praia de Camburi estão agora próprios para banho. De mágica em mágica…
Articulação
O presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes) e ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), que este ano é novamente candidato na Capital, recebeu em sua residência, em Fradinhos, lideranças das executivas estadual e municipal do PTC. 
Nas redes
Nada mudou. A poluição do final da Praia de Camburi se repete todos os dias”. (Juntos – SOS Espírito Santo Ambiental – no Facebook)
PENSAMENTO:
“A política é arte de engolir sapos”. Nereu de Oliveira Ramos

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