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Sem espaço

Havia uma expectativa de embate indireto na eleição deste ano entre o governador Paulo Hartung (PMDB) e o ex-governador Renato Casagrande (PSB) por meio de seus aliados na disputa pelas prefeituras. Mas isso não aconteceu, Hartung achou mais fácil esperar que os prefeitos o procurem, porque isso é inevitável. Não que não tenha perdido, perdeu, sim, mas constrói um discurso que acaba blindando sua imagem.

Já Casagrande tenta convencer o mercado político de que saiu vencedor. Mas será? Ele apoiou Luciano Rezende (PPS) em Vitória, que começa a desenhar o cenário que o levará à aproximação com o governador Paulo Hartung, afinal, prefeito dialoga com a caneta e não com a figura política. Na Serra, Audifax Barcelos (Rede) também tem o apoio de Casagrande, colocou como vice uma socialista, mas isso não significa amor eterno.

Isso não se relaciona com a queda no número de prefeituras para o PSB de Casagrande e um aumento para o PMDB de Hartung. A questão é  mais profunda. Os aliados apoiados por Hartung não venceram, suas apostas não se consolidaram. Casagrande andou com candidatos, pediu votos, mas não fundo, não havia interesse em que ele aparecesse como puxador de votos.

Hartung está governador com a máquina na mão e uma estratégia de mídia que tenta levar sua imagem para fora do Estado. Casagrande está na planície, com um partido que tem ele como grande estrela e que não cria condições de que outras lideranças possam se fortalecer, criando uma base sólida para o ex-governador.

Passada a eleição, o próprio Casagrande parece ter entendido que precisa encontrar um espaço político para se fortalecer. Até porque o tal grupo político que vinha se formando na disputa, com os descontentes com Hartung, se desfez com o fim do pleito em Vitória.

Com o passar do tempo, sem conseguir uma forte visibilidade, Casagrande vai ficando cada vez mais distante dos holofotes, o que vai minando seu capital político para uma disputa eleitoral de peso. Se continuar assim, o socialista pode ficar sem fôlego para uma disputa ao governo ou ao Senado.

Fragmentos:

1 – Tem prefeito eleito que está gastando munição de forma desnecessária. Já venceu, vai bater em adversário para quê? Não seria o caso se debruçar sobre os problemas a serem enfrentados em suas cidades?

2 – O senador Ricardo Ferraço (DEM) estava no Bom Dia ES falando da PEC 241 e, como faz sempre que tem espaço, começou a jogar na conta do PT a necessidade de cortes de gastos. Mas só com a saúde e a educação, não é senador?

3 – O governador Paulo Hartung se reúne nesta quinta-feira (3) com o presidente Michel Temer para discutir o agravamento da situação do Rio Doce. Agora?

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