
Não seria de toda surpresa, se o Espírito Santo aparecesse na lista que tem gerado polêmica no País, dando conta dos flertes do PT com o PMDB em pelo menos seis estados para a eleição de 2018. Os anos de relação duradoura com o governo Paulo Hartung permitiriam isso, bem como a submissão do partido a interesses pessoais, pelas mãos do seu presidente regional, João Coser. Mas, desta vez, ainda não há sinalização nesse sentido e, pelo visto, nem haverá. Não que Coser tenha rompido com Hartung, de forma alguma, mas ele mesmo já declarou não ter mais condições de o PT retomar a aliança. Num primeiro momento, a resposta para a decisão seria a resolução aprovada pelo partido em maio deste ano, que determinou o rompimento imediato com o governo Hartung, inclusive com entrega de cargos. Acontece que, ignorando o pleito da militância, Coser sequer a cumpriu. O peso maior para esse desestímulo em voltar ao colo palaciano, como tem circulado nos bastidores, é outro. E viria da percepção de lideranças petistas, principalmente do próprio presidente da sigla, nas caravanas que realiza há meses por municípios do interior. A constatação é de forte rejeição ao governador, tanto em conversas com diretórios petistas quanto com movimentos sindicais, sociais e lideranças de bairros. Ainda não se fala, claramente, em um nome que possa enfrentá-lo, porém, o clima não é nada bom para o peemedebista. Apesar do esforço e da boa vontade de sempre levar o PT para o lado de Hartung, o interior deu um nó eleitoral em Coser.
Durou pouco
Aliás, o próprio Hartung deve ter percebido que o mar não está para peixe. Ele ficou três meses com uma intensa agenda no interior, em solenidades de entregas de equipamentos, assinatura de ordem de serviços e lançamento de programas. Mas, agora, se voltou novamente para a agenda nacional. Será que o termômetro mostrou o que Hartung não queria ver?
'Blefe'
Do jornalista Luis Nassif, em sua coluna Falta povo ao liberalismo brasileiro, publicada no jornal da GGN. “O fortalecimento do centro-democrático não virá dessas aventuras inconsequentes, com Dória ou Huck, ou o extraordinário blefe que é Paulo Hartung, o seguidor do manual do perfeito idiota fisc
Arranjo
No mercado político, circulam comentários de que a senadora Rose de Freitas (PMDB), que se coloca na disputa ao governo, estaria em negociação com seu primeiro suplente, o empresário Luiz Pastore. A proposta seria assim: se ela ganhar a disputa, ele renunciaria, para entrar o segundo da lista, médico Schariff Moysés (PMDB), considerado influente na sua área e de ótima reputação – já Pastore nem daqui é! O negócio é ele topar…
Arranjo II
Desde que Rose assumiu a cadeira, rola a conversa de que Pastore, responsável por boa parte do financiamento da campanha dela, não abriria mão da sua contrapartida. Ou seja: uma parte do mandato.
Palanque
O senador Magno Malta (PR), como sempre, pegou um caso de comoção popular para fazer vitrine política. As medidas que ele tem tomado no caso da menina Thayná se resumem a uma coisa só: forçação de barra.
Novinho
Embora o mercado tenha sinalizado para o nome do presidente da Assembleia, Erick Musso (PMDB), como um dos cotados para a disputa à vaga de Valci Ferreira no Tribunal de Contas (TCE), ele não poderia, nem se quisesse. Erick é tão novo, que às vezes a gente até esquece. Tem apenas 30 anos. O mínimo exigido para o cargo são 35 anos.
Origens
Candidato ao comando do PSDB, o prefeito de Vila Velha, Max Filho, começou a publicar nas redes sociais os apoios à sua chapa. Nessa terça-feira (7), foi a vez do promotor afastado do Ministério Público Estadual, Saint'Clair Nascimento Junior, do diretório da Serra. A escolha, segundo ele, levou em consideração o atual momento político do País e a necessidade do PSDB voltar às origens ideológicas e políticas.
Despedida
Ainda no ninho tucano, o atual presidente estadual, Jarbas Assis, também aliado de Max na disputa, disparou mensagem de despedida do cargo no WhatAssp, nesta quarta. Avisa que as despesas estão pagas e há dinheiro em caixa.
Nas redes
“Há 22 dias a menina Thayná foi sequestrada em Viana e até hoje a família espera por respostas. O tamanho da indignação e da dor é inexplicável”. (Senadora Rose de Freitas – PMDB – no Facebook).
PENSAMENTO:
“Ninguém é derrotado, a menos que comece a culpar os outros”. John Wooden

