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Sem oba-oba

Nestes 14 anos de labuta, Século Diário incursionou, algumas vezes, no campo das pesquisas eleitorais. Não que a experiência tenha sido frustrante. Muito ao contrário, mas a encomenda de pesquisas acabava ficando sujeita à saúde financeira do jornal. Resultado, sem a publicação regular, ficava impossível criar referência, tanto para o veículo quanto para o instituto parceiro. 
 
Ao longo destes anos, Século Diário vem garimpando novos talentos na área de pesquisa, que é hoje um campo polarizado no Estado por dois gigantes: Futura (A Gazeta) e Enquet (A Tribuna). 
 
A polarização entre Futura e Enquet dificulta o surgimento de outras empresas no mercado que, ao mesmo tempo, não é grande o suficiente para atrair megainstitutos com projeção nacional. Se houvesse a presença de outros institutos no campo, ajudaria, de alguma maneira, a quebrar a hegemonia que se estabeleceu no Estado.
 
Quem perde com essa polarização é o eleitor, que fica refém de duas fontes, que nem sempre publicam informações “confiáveis”. Aliás, Século Diário, o leitor deve ter notado, parou de repercutir as pesquisas do Futura e da Enquet. É bom esclarecer que a medida não foi tomada por vaidade. Longe disso. Não temos receio de repercutir o conteúdo alheio com medo de dar espaço para o “concorrente”. Mesmo porque, consideramos esse raciocínio de um provincianismo sem precedentes. Paramos de repercutir as pesquisas simplesmente porque não podemos interpretar dados que suscitam a suspeição. 
 
Após um árduo trabalho de garimpo acreditamos ter encontrado um instituto que se afina à nossa linha editorial, que tem o foco nos fatos. O Brand, que nasceu em Colatina, decidiu que era hora de entrar no campo fechado da Grande Vitória. Século Diário se ofereceu para ser a porta de entrada do instituto nesse novo campo, com a ideia de estabelecer uma parceria na qual os dois parceiros saem ganhando. As duas empresas querem fazer um trabalho sério, limpo e transparente. A intenção e fazer pesquisa com foco estrito na pesquisa. 
 
A primeira pesquisa da série Eleições 2014, publicada nesta quinta-feira (31), abre um novo ciclo neste segmento. Nosso objetivo é relativamente simples: queremos dar ao eleitor a chance de interpretar o processo eleitoral a partir dos fatos. Como disse muito bem um dos nossos leitores: “Sem oba-oba… Pesquisa pé no chão!”

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