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Sem rédeas

A proposta da coluna é um rolé pelos recentes movimentos políticos de velhos autores, como o caso sempre especial, por sinal, de um dos mais antigos aprontadores da política capixaba: o deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM). 
 
São 50 anos de atividade política, energizados agora pelos poderes da presidência da Assembleia, que estão a permitir-lhe o privilégio de caminhar desembaraçado pelas passagens secretas do Judiciário e do Ministério Público. 
 
Ferraço trabalha para dar conta do seu objeto atual, o prefeito de Itapemirim, Luciano Paiva (PSB) e, assim, reaver sua preciosa joia de royalties do petróleo, que escapou-lhe num total instante de bobeira eleitoral para as mãos de um ingênuo político. Incapaz, até, de medir as exatas consequências dessa sua vitória sobre a mulher dele, Norma Ayub (DEM), que havia sido escalada como guardiã desse seu mais recente e valioso patrimônio político. 
 
O eleito prefeito, ao impor-lhe esse contratempo político – é como Ferração anda a encará-lo -, ignorou por completo a longa carreira do deputado de beligerâncias políticas com os seus registros de  atrocidades. Diante do que, só uma proteção divina será capaz de livrá-lo das garras do Ferração. Que pode, inclusive, vir a devorá-lo como se fosse uma mera comida de onça.  
 
Impuseram a Luciano um verdadeiro senta e levanta da cadeira de prefeito de Itapemirim, como acaba de ocorrer agora, mais uma vez,  em que  sentou-se novamente na cadeira por força de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), para deixá-la logo em seguida, por decisão de uma juíza ainda de primeira instância.   
 
Importante registrar que Ferraço alcança seus objetivos sem apelos às armas. São as tramoias, o jogo de toma lá e dá cá, que permitem a ele o exercício da presidência da Assembleia Legislativa. Nem o governador PH, com os temores que impõe à atual classe política, ousa confrontá-lo, pelo menos frente a frente.
 
Quando o faz, é sempre com mão de gato, como acaba de ocorrer no episódio dos tais assessores fantasmas do Ferração  e de outros que frequentam a lista dos que podem prejudicar o governador politicamente. Neste caso, entraram também outros personagens, como o atual conselheiro do Tribunal de Contas e ex-deputado estadual Sérgio Borges, que relatou favoravelmente as contas do ex-governador Renato Casagrande (PSB), e o deputado estadual  Marcelo Santos (PMDB), que Hartung deseja desidratá-lo por teimar em não rezar sua cartilha.   
 
Bem, tinha também a intenção de comentar nessa coluna as possibilidades eleitorais do PT nas eleições municipais, mas não há mais espaço. Fica para próxima. Preferi o registro agonizante de um imberbe  político  do século XXI prestes a ser tragado por quem vem engolindo outro incautos desde os anos 60.   

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