A posição dos senadores capixaba no processo eleitoral foi muito clara. Ana Rita, a senadora do PT que disputou uma vaga na Assembleia Legislativa, evidentemente fez campanha para a presidente Dilma, mas ela não estará no Senado no próximo ano. A titular da vaga será a senadora eleita Rose de Freitas (PMDB).
Rose se elegeu no palanque de Paulo Hartung (PMDB), que apoiou Aécio Neves (PSDB) e já assumiu uma postura de chororô. Quer pressionar Dilma com a derrota imposta ao PT no Espírito Santo, que vem chamando de “recadão”. Bom, Rose de Freitas que não é do mesmo grupo de Hartung vai para o Senado com uma posição bem diferente.
A senadora quer manter sua movimentação de buscar recursos em Brasília, mas os atalhos que ela conhecia podem ser outros agora. Sua relação com o PMDB nacional não é mais como antes. Se antes a parlamentar entrava pela porta da frente dos ministros, desta vez será diferente.
Ricardo Ferraço (PMDB) é outro caso. Ele foi coordenador da campanha de Aécio Neves (PSDB) no Estado e antes disso já não tinha uma posição de desalinhamento com o governo federal. Chegou a irritar a presidente Dilma com o caso do senador boliviano Roger Molina, a quem Ferraço deu fuga para o Brasil, causando um problema diplomático entre os dois países
Já o senador Magno Malta (PR) adotou uma postura anti-PT assumida na campanha e saiu desgastado no Estado e no Congresso. O senador que chegou a ter um acesso facilitado à presidente perdeu esse espaço na Casa. Vai tentar manter suas bandeiras conservadoras, que lhe garantem uma certa visibilidade, mas politicamente deixará de ter influência.
Se na Câmara a diversidade de parlamentares dificulta a movimentação do Espírito Santo por ter uma bancada muito fragilizada, no Senado a configuração poderia garantir o equilíbrio, mas não é o caso.
Fragmentos:
1 – Nos meios políticos o comentário é de que a candidatura de oposição na disputa ao governo do Estado foi a de Renato Casagrande (PSB). Com o seu antecessor influindo por meio de seus emissários dentro do governo durante quatro anos, ele apenas teria consolidado nas urnas o governo que já comandava.
2 – Aliás, o governador Renato Casagrande (PSB) vem mantendo um silêncio muito grande pós-eleição. Ele afirmou que seria independente e apontaria os problemas de seu sucessor. Será que está tudo bem até agora?
3 – Enquanto isso, os coordenadores das equipes de transição, Haroldo Correa Rocha, do grupo de Hartung, e Guilherme Pereira, do time de Casagrande, vêm travando uma queda de braço em relação ao Orçamento.

