No período de eleições, principalmente em disputas polarizadas, há sempre denúncias, críticas de todos os lados. Mais do que a avaliação sobre o melhor projeto entra em discussão também a conduta ética do postulante a qualquer cargo. Mas há que se separar o que é do jogo e o que não é.
Geralmente quem tem a vida questionada usa o discurso do ataque pessoal como subterfúgio para não responder sobre a acusação de privilegiar amigos e parentes ou sobre enriquecimento. O que separa o ataque pessoal do interesse do eleitor é o uso do dinheiro público e incompatibilidade entre função e padrão de vida do candidato/ gestor público.
Uma coisa é atacar a honra de uma pessoa, fazendo acusações infundadas para destruir a imagem de alguém, outra coisa é cobrar explicação sobre a conduta da figura pública e sua relação com os cofres do governo. Os gastos devem ser sempre justificados e os recursos aplicados em favor do interesse da população, qualquer ação que desvie qualquer quantidade de sua função original deve ser explicada, não adianta sair pela tangente.
Outro fator que deve ser foco do interesse da imprensa e da sociedade como um todo é, sim, a compatibilidade entre a função do gestor público e seu padrão de vida. Se um político tem como justificar um alto padrão de vida com ganhos na iniciativa particular, herança, rendimentos do cônjuge, é uma coisa, mas ficar milionário com a política é sinal de que tem coisa errada.
A eleição é o momento, sim, de colocar coisas à mesa, de passar a limpo a história dos candidatos, porque é preciso conhecer o histórico para se fazer a melhor escolha. E a população deve, sim, ficar atenta às discussões e principalmente, às tentativas de se evitar o debate. Isso diz muito sobre quem vai cuidar do dinheiro público nos próximos anos.
Fragmentos:
1 – As críticas de Renato Casagrande à Justiça Eleitoral, pedindo que o debate corra solto e destacando qual é o papel das redes sociais é uma estratégia inteligente.
2 – Com o clima quente da eleição a expectativa para o debate da TV Vitória é grande para o embate entre Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (PMDB).
3 – Paulo Roberto (PMDB) fora da eleição para deputado estadual deixa um campo livre para Freitas (PSB), no norte.

