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Só no gogó

Nessa segunda-feira (26), o deputado federal Vicentinho (PT-SP) promoveu uma sessão na Câmara para homenagear os 30 anos de existência da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Na ocasião, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas criticou o superávit primário. Dizendo que esse é um mecanismo ultrapassado e que deve ser extinto do Brasil. 
 
Engraçado, porque esse trabalho de ajustes na questão trabalhistas deveria partir das próprias centrais. Cabe a elas buscarem o governo para negociar as mudanças nos setores, com propostas concretas. Falar isso em uma sessão solene, em que estão apenas deputados, não vale, continua na retórica.
 
Estranho também é que trazer na forma de discurso a questão do imposto sindical, que é uma luta que vem da fundação da CUT. Esse imposto que aprisiona o dirigente sindical, que continuam exercendo a mesma função para qual foi criado. 
 
Depois de 30 anos de existência da Central, já está na hora de sair do discurso e ir para a prática. Como faz o sindicato de São Bernardo, que foi à Justiça para que as empresas não façam o desconto. Assim, o sindicato fica independente e forte. Pode assim, ter liberdade para gerir seus recursos. 
 
No mínimo o gasto do dinheiro deveria ser decidido em assembleia pelos trabalhadores. Mas ninguém sabe como esse dinheiro é gasto. Tudo vira caixa preta quando o dinheiro entra dessa forma compulsória nos sindicatos. 
 
Ao longo desses 30 anos, a CUT e outras centrais que vieram depois veem seus sindicatos se enfraquecerem cada vez mais justamente pela falta de compromisso de muitos dirigentes com a ideologia que a criou. Da CUT já saíram representantes institucionais e até presidente da República. É preciso estabelecer o papel de interlocução e entre as demandas da fábrica e o governo, que pode fazer as mudanças necessárias, mas precisa ser provocado. 
 
Mais do que agregar trabalhadores, as centrais precisam tomar a frente das negociações, sair da pauta meramente economicista e encampar a parte social desta nova agenda política que está nas ruas. 
 
Deixa de faz o que eu digo e não faz o que eu faço!

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