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Solidão sem fim

Desde que chegou à Assembleia Legislativa, o deputado estadual Sergio Majeski consolidou uma posição crítica em relação ao Executivo. O tempo passou e o deputado eleito pelo PSDB, partido que tem o vice-governador César Colnago, mantém sua postura cada vez mais distante do Palácio Anchieta. 
 
No início do ano, após a eleição da Mesa Diretora da Assembleia, um grupo de deputados que vinham sendo ignorado pelo governador Paulo Hartung chegou a ensaiar a criação de uma frente parlamentar de oposição. O mercado chegou a pensar que Majeski ganharia um coro. Mas sua solidão só se aprofunda no plenário. O tucano não parece ter confiança em colegas que agora bradam contra o governo, mas que até pouco tempo atrás eram aliados de primeira linha. 
 
Fora da Assembleia, o deputado mantém uma parceria profícua com o deputado Padre Honório (PT), nos cursos de formação política Estado afora. No plenário, às vezes, seus discursos se aproximam, mas não é sempre. Eles têm perfis diferentes e nem sempre dá para alinhar em tudo, como não alinharam no caso da censura às artes. 
 
E a solidão não é só na Assembleia. O deputado foi convidado a se retirar do PSDB recentemente, mostrando que o parlamentar é um incômodo para o atual grupo que comanda o PSDB, mesmo sabendo que ele aumentou muito seu capital político e pode ser um grande puxador de votos para uma chapa proporcional. 
 
Mas se na classe política os dias de Majeski são de solidão e angustia, entre a população a situação é diferente. Em 2014, um ano após tomar posse de seu primeiro mandato eletivo, Majeski foi cotado para a candidatura a prefeito de Vitória e no primeiro levantamento já apareceu com 4% das intenções de votos. 
 
Como a impressão é de que o governador segue em viés de baixa, muita gente tenta pegar carona no discurso anti-Paulo Hartung, mas Majeski tem legitimidade e conhecimento para isso, o que o torna uma figura pública tão indesejada no grupo do Palácio Anchieta. O problema é encontrar um caminho que ele possa trilhar sem correr o risco de ter sua imagem contaminada. 
 
Fragmentos:
 
1 – O presidente Michel Temer segue suas movimentações para mais uma das infinitas trocas em seu ministério. Pelo jeito, a sugestão do governador Paulo Hartung para que não mexesse na equipe antes da reforma da Previdência foi devidamente ignorada.
 
2 – Embora o prefeito de São Mateus, Daniel da Açaí (PSDB), ainda tente recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que cassou seu mandato, na cidade já há movimentos para a nova eleição. O PRB lançou nesse domingo (19) o nome do médico Manoel Pessanha para a eventual disputa extemporânea.
 
3 – O novo prefeito de Jaguaré, João Vanes (SD) não sabe bem até quando vai estar à frente do município. O prefeito eleito em 2016, Rogério Feitani (PMN), está afastado do cargo desde abril e a legislação determina que o prazo máximo de afastamento é de 180 dias. Como o processo segue em segredo de Justiça, não dá para saber exatamente se ele volta ou não, tampouco quando.

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