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Soluções para a CLT

O governo federal quer mexer nas leis trabalhistas e há no congresso clima político para isso. Entre as propostas estão o aumento da idade mínima para aposentadoria, a redução da maioridade penal, que levaria o jovem também mais cedo para o mercado de trabalho, entre outras. 
 
Cabe ao movimento sindical criar plataformas para proteger o trabalhador neste contexto, mas é preciso mobilização para levar as propostas, discutir com o governo e pressionar o congresso com a mesma intensidade que se senta às mesas de negociações com os patrões. 
 
Uma solução que já vem sendo discutida há muito tempo dentro do movimento sindical, mas que não consegue ganhar as ruas é a redução da jornada de trabalho. Isso resolveria muitos problemas, como o aproveitamento dos jovens no mercado de trabalho, diminuiria o desemprego e, consequentemente, aumentaria a arrecadação e a oferta de vagas. 
 
Quanto à aposentadoria, a situação também é simples. A questão não está na idade mínima, mas na instabilidade. Neste sentido, a existência de um limite de idade para demissão injustificada já seria uma grande ajuda para garantir essa aposentadoria mais segura. 
 
Se a questão é o valor da aposentadoria, porque não destinar um índice para custear a saúde dos aposentados? Isso garantiria assim, que os planos de saúde, que são muito cruéis com os idosos no Brasil, se tornem mais acessíveis.  
 
O que se espera agora é que a CUT encampe essa bandeira. Se coloque à frente da mobilização e acompanhe de perto essas movimentações. Em vez de ficar só dizendo não, é hora de apresentar propostas e contrapropostas. 
 
Acorda, CUT!

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