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Surto de moralidade

De repente a classe política passou a militar em favor da família, da moral e dos bons costumes. Estranho é que esse surto moralista vai aumentando à medida que o processo eleitoral se aproxima. Experimentando uma bandeira aqui, uma bandeira ali, os possíveis candidatos vão buscando o caminho mais fácil para conquistar o eleitorado.
 
Aliás, que eleitorado! Pode ser a falta de educação pública de qualidade, o deslumbre com a pseudo-acessão à classe média, à mudança da dinâmica familiar, às raízes machistas do País, podem ser muitas coisas, mas o falto é que esse discurso pega. Mas ele não tem nada a ver com moral, é porque tem fácil penetração. 
 
Isso aliado ao discurso de ódio, porque tanto fala em “amor ao próximo” e a facilidade que a internet oferece de expor todo preconceito e falta de conhecimento cria esse cenário que tanto se aproxima da idade das trevas.
 
E o Espírito Santo parece um catalizador dessa tendência reacionária, sempre com o jargão de que quem discorda da onda conservadora é petista, comunista, esquerdopata, vai se construindo palanques e mais palanques que atraem eleitores pouco esclarecidos e embriagados pelo discurso fácil e cada vez mais cego de ódio. 
 
Um dos problemas perigosos desse discurso é o desvio do foco de coisas que realmente são sérias e precisam de debates muito aprofundados. A pedofilia é um assunto sério demais para ser usado como bandeira para angariar votos. Crianças são vítimas de violência real, que ocorrem dentro de casa, na escola, na igreja e para pegar um viés fácil, se debate exposição de arte? Isso poderia ser cômico, mas é irresponsabilidade. 
 
Fragmentos:
 
1 – Tucanos que resistem à filiação de Octaciano Neto alertam que ele não está filiado. Apenas depois da manifestação da nacional do partido é que a Executiva vai se reunir para definir se o secretário de Agricultura entra ou não no PSDB.  
 
2 – A expectativa em torno dos deputados que votarem contra a denúncia contra o presidente Michel Temer não é nada animadora. Na bancada capixaba, Lelo Coimbra (PMDB) e Marcus Vicente (PP) podem ter problemas com a decisão de votarem pró-Temer.
 
3 – O deputado Gildevan Fernandes, do confuso PMDB, ao provocar o deputado Sergio Majeski sobre questões internas do PSDB, pode estar cutucando a onça com a vara curta. Majeski está de saída do ninho tucano. E Gildevan, vai ficar no PMDB se Paulo Hartung sair?

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