
A possibilidade de Marina Silva assumir a candidatura à Presidência da República, após a morte de Eduardo Campos, tende a favorecer Renato Casagrande, pelas estreitas relações que o governador mantinha com o pernambucano. Diante de uma disputa dura, a substituição pode significar muito no cenário local: Marina é conhecida dos capixabas e venceu, no Estado, o primeiro turno da disputa presidencial de 2010, arrematando mais de 26% dos votos, acima da média que obteve no Brasil. A questão é como fazer esse casamento entre PSB e a Rede Sustentabilidade. Assim como no restante do País, no Estado também há divergências internas que pesam nessa aliança. Mas, no atual cenário, não terá para onde correr: PSB e Rede terão de se entender. Não será tarefa fácil.
Bombeiro
Quem botava panos quentes nas fortes divergências era exatamente Eduardo Campos. Sem ele, haverá cachimbo da paz?
Local
No Estado, sempre houve divisões. Na Rede, são três grupos: o psolista, representado por Gustavo De Biase; do antigo partidão, que queria emplacar a candidatura de Luiz Claúdio Ribeiro ao Senado, via PPS; e a ala independente. Nesse bolo, estão também os hartunguetes, levados, principalmente, por Guerino Balestrassi, que saiu da Rede batendo a porta.
Na cola
A deputada federal Rose de Freitas (PMDB) intensifica suas aparições ao lado do candidato ao governo de seu partido, Paulo Hartung. Nesta sexta-feira (15), ele lançou seu plano de governo no pavilhão da GranExpoES2014. Lá estava Rose, marcando presença. Perguntinha que não quer calar: João Coser (PT) também foi?
Detalhe
O governo Renato Casagrande injetou dinheiro nesse evento. Se pouco ou muito, ainda não sei. Mas injetou.
Mudança
Por falar em Rose, a deputada apresentou, nessa quinta-feira (14), o seu novo segundo suplente. Trata-se do médico cardiologista, Schariff Moysés. Ele substitui José Maria Pimenta (PMDB).
Falou e disse
A coluna faz coro ao comentário de um leitor de Século Diário, sobre o escândalo das passagens da ex-primeira dama do Estado, Cristina Gomes: é Hartung (PMDB) incentivando o turismo…
Dois pesos, duas medidas
A mídia corporativa, sempre que pode, cai matando em cima do presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski. O assunto da vez é a defesa dele ao aumento dos salários de juízes. Realmente, merece críticas. Todos sabemos das regalias e benefícios que a categoria já tem. Agora me diz: o presidente do TJES, Sérgio Bizzoto, por acaso pensa e age diferente?
Dois pesos, duas medidas II
Sobre esse assunto, não tem muito tempo, Bizzoto saiu-se com essa: “vai trazer impactos, mas o governo que gere recursos. Isso não é conosco”. Fora outras falas bem parecidas para justificar o projeto de reestruturação do Judiciário, que nada mais é do que aumentar as regalias à categoria. Só muda uma coisa entre Bizzoto e Lewandowski: o tratamento da imprensa local.
140 toques
“A agenda de campanha de Casagrande estará suspensa até o sepultamento do amigo Eduardo Campos”. (Equipe de campanha do governador Renato Casagrande – no Twitter).
PENSAMENTO:
“Coisas que nos parecem impossíveis, só podem ser conseguidas com uma teimosia pacífica!” Mahatma Gandhi

