“Em almoço no Palácio Anchieta, fomos recebidos pelo governador Paulo Hartung junto a um grupo de colunistas…”, a informação está na coluna Maurício Prates, de A Tribuna, desta terça-feira (17). É interessante que o governador receba a imprensa sempre. A questão é que nesse horário, nessa segunda-feira (16), ele deveria estar almoçando com o ministro da Saúde Ricardo Barros.
O governador teria cancelado o almoço com o ministro ao saber que a senadora Rose de Freitas (PMDB) também participaria do encontro. O ministro teria tirado por menos, mas é preocupante que o governador tenha cancelado uma agenda para não ter de dividir o espaço com uma possível adversária política.
Isso sem falar nas ações que teriam sido infladas por Hartung na semana passada em Brasília, para tentar evitar que o ministro viesse ao Estado. Independentemente de o que está em jogo nas articulações da senadora com seu constante desfile de lideranças do governo federal no Espírito Santo, é de bom tom que Hartung fizesse sala para o ministro, sim.
Ao se recusar a dividir o espaço com a futura adversária, o governador acusa o golpe, passa recibo. Mostra que está incomodado com as movimentações da senadora que, por sua vez, está cada vez mais à vontade para correr o Estado e colocar o nome na disputa do próximo ano.
Cabe a Hartung também se credenciar. Se o objetivo de suas investidas nacionais foi a de tentar limpar o campo, inibindo seus pretensos adversários, a movimentação não surtiu um grande efeito até agora. Assim como as entregas no interior conseguiram aumentar sua capilaridade. Se negar a receber ministro também não vai ajudar Hartung a construir um palanque soberano à disputa eleitoral do próximo ano.
Aliás, também é bom contar com o desgaste da senadora sobre a delação do operador financeiro Lúcio Funaro. O eleitorado da peemedebista não parece ser atingido por isso. Em todos esses anos, Hartung não conseguiu ler e combater os movimentos de Rose de Freitas, ela sobreviveu a ele todo este tempo e não parece disposta desistir do embate com o governador.
Fragmentos:
1 – O vereador Cabo Max (PP), que ganhou visibilidade ao criticar homenagem ao governador Paulo Hartung, apresentou uma denúncia contra o prefeito de Viana, Gilson Daniel (Podemos), por falta de alvarás de funcionamento em unidades de ensino do município.
2 – O cadastramento biométrico, que vai até 29 de dezembro de 2017, em Presidente Kennedy, no litoral sul do Estado, pode terminar com uma eterna contradição no município, de 11.309 habitantes e 12.265 eleitores.
3 – O desembargador Samuel Meira Brasil não relatou o caso do prefeito Daniel da Açaí (PSDB), na sessão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) dessa segunda-feira (16). Por causa do feriado, os autos não chegaram a tempo em seu gabinete.

