Uma forma de os candidatos que estão atrás dos favoritos no processo eleitoral tentarem limpar o campo político para disputar a eleição com tranquilidade, ou, quem sabe, no W.O, é buscar a via judicial.
Com isso, quando mais se aproxima o período pré-eleitoral, mais chegam às Promotorias e à Procuradoria de Justiça e Eleitoral as denúncias de improbidade contra lideranças que vão disputar a eleição do próximo ano.
A intenção é conseguir um processo e, com sorte, uma decisão colegiada para tirar do jogo político nomes que dariam trabalho na eleição. Mas nem sempre esse jogo funciona. Uma vez denunciado o candidato, tem condições de disputar recorrendo de decisões.
É só lembrar o caso de Guerino Zanon (PMDB) em 2012, que teve a candidatura impugnada, conseguiu uma liminar, disputou, ganhou, e governou com ela. Agora estão novamente tentando puxar o tapete dele com uma rejeição de contas da Câmara de Vereadores, mas nada garante que isso vai segurar sua candidatura.
Nesse campo de guerra antecipado, vale tudo. Reviram-se as contas dos adversários dos mandatos passados e procura-se qualquer falha de conduta para tentar mover processos. A ideia é não entrar no campo com o adversário forte.
Se no campo municipal a coisa está bem acirrada nos bastidores jurídicos, no jogo estadual não é diferente. Aguarda o momento certo de ser lançada no plenário da Assembleia, a prestação de contas de Renato Casagrande (PSB) referente ao seu último ano de mandato à frente do governo do Estado.
Os aliados do governador Paulo Hartung (PMDB) têm esticado ao máximo a corda, para tentar colocar a peça em apreciação depois de concluída a CPI dos Empenhos, encomendada pelo Palácio Anchieta para encontrar aquilo que os secretários reviraram os papéis e não encontraram: a falta de orçamento para pagamentos no final do governo socialista.
Nos bastidores, o comentário é que Hartung quer colar o selo de ficha suja em Renato Casagrande, para eliminar no tapetão o único político que já se levantou contra seu governo absoluto. Se vai dar certo, o tempo dirá.

