
O candidato ao governo do PT, Roberto Carlos, na pesquisa Brand/Século Diário, aparece com possibilidade de vir a ser a terceira via do pleito. O que não deixa de ser uma surpresa. Caso se consolide, os principais concorrentes, Paulo Hartung (PMDB) – favorito – e Renato Casagrande – com condições reais de competição -, vão ter que prolongar a disputa para o segundo turno. Hipótese que passa a existir, muito embora Roberto Carlos não conte, efetivamente, com a companhia da candidatura de seu partido ao Senado, João Coser. O ex-prefeito de Vitória se juntou a Hartung, num apoio mútuo, por debaixo dos panos. Pelo qual, inclusive, Roberto Carlos seria meramente um candidato laranja. Para se consolidar como terceira via, ele tem que ir além de 12% dos votos. Não é uma tarefa das mais difíceis, se todo o PT se comprometer com sua candidatura. A fatia eleitoral do partido no Estado gira na casa dos 25%.
Federal
Volta e meia me pedem opinião sobre eleições. Na maioria das vezes, disputa de deputado federal. Uma eleição de poucas vagas (10) e fortes competidores. Alguns, inclusive, com capacidade para voos mais altos.
Federal II
Diria que eleitos, mesmo, vejo três: o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT) e também outro político do município, o ex-secretário de Esporte de Casagrande e seu atual líder na Assembleia, Vandinho Leite (PSB). Além de Lelo Coimbra (PMDB). As sete vagas restantes têm gente batendo cabeça…
Federal III
Max Filho (PSDB), Helder Salomão (PT) e Marcus Vicente (PP) estão entre eles. Há situações de favoritos como Paulo Folleto (PSB), sendo apertado no seu reduto eleitoral (Colatina) por Guerino Balestrassi (PSDB), candidato de Hartung.
Federal IV
E, também, o caso do petista Givaldo Vieira que, como vice-governador, construiu uma eleição praticamente ganha. Só que ele já foi despejado da máquina do governo.
Federal V
Outros que buscam a reeleição são Carlos Manato (SDD) e Iriny Lopes (PT). Costumam sair atrás, mas chegar entre os eleitos. Há ainda caras novas a serem dimensionadas – este assunto fica para uma próxima coluna.
Federal VI
Fora o caso especial do ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Cotado para o Senado, mas rebaixado para disputar a Câmara, vai ter que tomar voto dos outros e ainda pegar o prefeito de Vitória. Luciano Rezende (PPS) pela frente. Tem condição? Tem. Mas sabe saltar obstáculos? Anda meio pesado.
Indignação
Revoltante a conduta da Prefeitura de Vitória em relação ao jornalista Roberto Leão Junquilho, que tem uma história no jornalismo capixaba e no sindicalismo da classe. Uma mera suspeita com gastos exorbitantes com o telefone funcional, levou, de imediato, a prefeitura a demiti-lo sumariamente. Quando, na verdade, havia ocorrido um mero erro da operadora de celular.
Indignação II
Na verdade, o jornalista foi vítima de uma política que impera no Estado: do bom-mocismo. Quando representantes do poder público pegam situações desta natureza para fortalecer sua imagem da honestidade e decência, que no final das contas, servem para encobrir a pobreza de suas propostas política.
PENSAMENTO:
“ Os fracos em coragem são fortes em astúcia”. James Agee

